Mulher tem forte reação alérgica 10 minutos após tomar vacina da Pfizer nos EUA

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A profissional de saúde não tinha histórico de alergia, e passa bem. Os sintomas foram parecidos com os observados nos casos de reações alérgicas no Reino Unido.

Uma profissional de saúde teve uma reação alérgica grave apenas dez minutos após receber a vacina contra o coronavírus da Pfizer nesta terça-feira (15), em Juneau, capital do Alasca. Segundo as autoridades de saúde dos Estados Unidos, ela foi internada para receber tratamento adequado, e passa bem.

A profissional de saúde, que não teve a identidade revelada, sentiu falta de ar e apresentou vermelhidão. Ela é uma mulher de meia-idade e sem histórico de alergias. A reação adversa foi semelhante aos dois casos de alergia relatados na semana passada, no Reino Unido.

Sandra Lindsay, enfermeira do Centro Médico Judaico de Long Island, em Nova York, primeira pessoa nos Estados Unidos a ser vacinada contra a COVID-19 no dia 14 de dezembro de 2020
© REUTERS / Mark Lennihan
Sandra Lindsay, enfermeira do Centro Médico Judaico de Long Island, em Nova York, primeira pessoa nos Estados Unidos a ser vacinada contra a COVID-19 no dia 14 de dezembro de 2020

Apesar do incidente, a Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos afirmou que a vacina é segura para a maioria das pessoas, mesmo para as que têm alergia. Segundo a FDA, apenas as pessoas que já tiveram reações alérgicas graves a outras vacinas ou a ingredientes desta vacina em particular devem evitar tomar a injeção.

O ex-cientista-chefe da FDA Jesse Goodman destacou que é fundamental observar os casos de reação alérgica e que é necessário obter mais informações para que se possa compreender melhor os riscos.

“Será algo [a reação alérgica] que será visto com uma incidência maior com esta vacina do que com outras? Vamos ter que descobrir para informar se isso muda as recomendações”, disse Goodman à Reuters.

A vacinação contra a COVID-19 começou nesta segunda-feira (14) nos Estados Unidos. As primeiras doses são reservadas para profissionais de saúde e residentes de lares de idosos.

Sputnick Brasil

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