Emancipação de Canindé de São Francisco e sua eterna esperança de desenvolvimento há 67 anos

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Retalhos da História (Coluna Adeval Marques) – Pesquisas recentes – ainda por serem apresentadas – mostram que o Município de Canindé de São Francisco nascia com privilégios que a tornariam próspera no futuro. Entretanto, fatores naturais e outras causas humanas inviabilizaram para concretude das realizações.

A Emancipação do Município, datada de 25 de novembro de 1953, sob a Lei estadual com nº 525-A fez com que o pequeno Povoado fosse instalado em cidade no dia 6 de fevereiro de 1955. Esse feito se deve ao filho do empresário Francisco Porfírio de Britto, chamado de Hercílio Porfírio de Britto, homem do ramo de couros e tecelagem com grande influência em Sergipe. Naquela época a referência de Canindé de São Francisco era uma fazenda por nome de Cuiabá, de propriedade dos Brittos e o curtume de couro.

O fechamento do curtume ajudou a traçar e aprofundar ainda mais os aspectos de pobreza no local e muitas famílias migraram para outros lugares, a exemplo de Delmiro Gouveia (AL), Aracaju e Propriá, todas em Sergipe. Dr. Hercílio Britto entrou em cena e atuou fortemente para que a Assembleia Legislativa concedesse a Emancipação. É nesse ponto que o município, mais uma vez, é contemplada com esperança para seu desenvolvimento que não acontece, pois adormece por anos até a chegada da Usina Hidroelétrica de Xingó, em 1985, fazendo acontecer melhores índices de vida, mas sem ainda contemplar o tão sonhado desenvolvimento até os dias de hoje, mais de 30 anos depois da chegada da Usina e 67 anos de sua Emancipação.

Independente deste texto que tem ênfase para análise crítica informativa e histórica, o que deve ser feito é refletir sob o questionamento de fatores sociológicos e antropológicos do comportamento natural e humano que incidiram para a leniência e estático do desenvolvimento de Canindé de São Francisco onde o homem é a peça chave. Famílias inteiras acreditaram na esperança do lugar.

A terra assolada pela seca que tinha uma fazenda e um curtume como referência passou a ter o quinto maior Cânion navegável do mundo com a inundação do lago de Xingó, onde turistas se deleitam nas águas do rio São Francisco e as paisagens da naturais e da caatinga precisa mudar a rota. É justamente para esse fim que a História existe, para registrar os fatos e questionar o sujeito como principal ator do seu ambiente e mundo em que vive.

Não é só desejar mais um aniversário, mas sim nos perguntarmos o que fizemos e estamos contribuindo para o melhor do lugar e acima de tudo nos colocar como principais responsáveis.

São 67 anos de Emancipação, esperança e solidão.

Por Adeval Marques
Formado em História

Mande seu e-mail para: adevalm@gmail.com ou whatsapp (79)-98814-8047

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