Coluna Adeval Marques: Laércio Oliveira faz justiça histórica lembrando do Cacique Serigy

0
16

Coluna Adeval Marques (Retalhos da História): A visita do Presidente da República, Jair Bolsonaro, no dia 17 de agosto de 2020, e às vésperas da votação da chamada “Nova Lei do Gás”, impulsora da reindustrialização do Brasil, cabe lembrar a ponte feita pelo deputado federal Laércio Oliveira entre o passado e sua visão de futuro para o desenvolvimento do menor estado da Nação.

Laércio Oliveira foi feliz ao convidar o presidente da República para Sergipe. O Estado precisa, tem urgência e pede atenção a seu diminuto espaço geográfico para avançar nesse começo de Século 21. O deputado começou bem quando em seu discurso citou nosso grande líder indígena, o Cacique Serigy. Esse ícone continua sendo o maior símbolo de resistência, a nos legar um grande exemplo de amor por sua terra, que ainda era de matas desbravadas. Serigy não se rendeu. Ele foi aprisionado e levado para morrer nos porões da Bahia, como frisou Laércio. Esse propósito do deputado foi de uma virtude imensurável, que precisa ser reconhecida, pois ultimamente algumas classes de intelectuais parecem dar certo desprezo por nossa história, que deveria ser melhor explorada em nossas escolas.

Para querer o bem de Sergipe é preciso amar essa terra, como Serigy o fez e agora o demonstrou Laércio. Filho de Pernambuco, ele chegou a Sergipe ainda adolescente e aqui investiu, sendo um dos empresários e administradores mais bem sucedidos, construindo família, amigos, gerando emprego e renda. Ao representar Sergipe na Câmara Federal, é um dos parlamentares mais atuantes naquela Casa e sob seu cuidado vários municípios foram contemplados com suas emendas. A influência e o trabalho de Laércio estão presentes no Comércio e Indústria e, na atividade política, já foi destacado sucessivas vezes entre os melhores deputados do Brasil.

A visita do presidente Bolsonaro, para inaugurar a Usina Termoelétrica Porto do Sergipe I, na Barra dos Coqueiros, teve como protagonista maior o deputado Laércio Oliveira. O porto que um dia viu chegarem as esquadras de Cristóvão de Barros chegarem, para trucidar, matar e se apossar de Sergipe, hoje é testemunha dessa vitória para o Estado. “O que acontece aqui hoje é resultado da vontade de muitos bravos sergipanos”, disse Laércio em seu discurso de recepção ao presidente Jair Bolsonaro, provando mais uma vez que reconhece o valor de tantos que fizeram por Sergipe, na esperança de ver a terra de Serigy desenvolvida.

Serigy merece a homenagem. Foi o índio que enfrentou toda tecnologia bélica da coroa portuguesa, que queria dominar Sergipe para anexar suas terras na condição de capitania da Bahia de Todos os Santos, e aconteceu ao custo de muitas vidas. Essa saga ficou conhecida como a “guerra justa”, na qual milhares de índios sucumbiram perante a artilharia de Cristóvão de Barros que invadiu o Estado “na dobra de 1589”, como relatou o historiador sergipano Luiz Antônio Barreto. Cristóvão de Barros entrou atirando a esmo, matando crianças, idosos e mulheres e, após um mês de luta, esgotado e percebendo que sua resistência acabaria por dizimar a todos, Serigy foi aprisionado e levado aos porões da Bahia, onde morreu em greve de fome. Linhas de pensamentos de historiadores defendem que ele teria praguejado afirmando “A terra não terá dono”. Hoje as terras que Cristóvão de Barros repartiu como dote de sua vitória sobre o bravo Serigy levam o nome do Cacique e passaram a chamar-se Sergipe, em sua homenagem.

A atuação de Laércio em trazer Jair Bolsonaro para Sergipe é motivo de valor e orgulho, precisa ser reconhecida. Se a crítica se desgarrar das ideologias radicais de esquerda ou direita – posicionadas por alguns que, motivados por ódio, prejudicam o bem coletivo – verá que o futuro de Sergipe precisa de homens visionários, sobretudo aqueles que amam e querem o bem de nosso estado acima de tudo. Laércio Oliveira fez o papel de verdadeiro sergipano, que nesse momento se iguala ao mesmo amor que Serigy teve por sua terra. Não reconhecer isso soa como ingratidão.

Por Adeval Marques
Observação:
Esse material foi publicado também no Jornal da Cidade

SEM COMENTÁRIOS

Deixe uma resposta