Águas do São Francisco serão liberadas para abastecer o Ceará nesta quinta-feira

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Ceará – Comporta do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco será liberada em Jati, no Ceará, nesta quinta-feira pelo ministro do Desenvolvimento Regional

Nesta quinta-feira, 20, a comporta do reservatório Jati, no Ceará, será acionada para liberar as águas do Projeto de Integração do Rio São Francisco para abastecer o Estado, por meio Cinturão das Águas (CAC). O teste de abertura da estrutura, que promete garantir segurança hídrica para 4,5 milhões de pessoas na Região Metropolitana de Fortaleza, foi realizado nesta quarta-feira, 19.

A barragem de Jati, de onde partirão as águas, que chegaram ao Ceará no último 26 de junho em momento emblemático, já está com 94,8% de sua capacidade, conforme registro da Secretaria de Recursos Hídricos (SRH), nesta quarta-feira, 19. O acionamento da comporta de águas do Eixo Norte da obra terá a presença do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, e acontece às 11 horas.

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Após a liberação, as águas percorrerão 53 quilômetros do trecho emergencial do CAC para chegar ao Riacho Seco, localizado no município de Missão Velha, a 508,6 km da Capital. Depois, o volume flui por gravidade para o Rio Salgado, na região sul do Estado.

De lá, as águas do São Francisco desaguam no Rio Jaguaribe para depois ir até o Açude Castanhão, em um percurso de aproximadamente 350 km, que deve levar dois meses. Após este último trecho, as águas devem levar três dias para chegar a Fortaleza e começar a abastecer as bacias da Região Metropolitana.

Quando as águas chegam a Fortaleza?

Por enquanto, ainda é difícil precisar quando chegam a Fortaleza, mas há indicativos. Contudo, ainda conforme a SRH, há um estudo para que essa água seja transferida preferencialmente no primeiro semestre de 2021, devido ao fluxo dos rios em decorrência das chuvas. Com o fluxo, as perdas seriam menores, pois teria menos evaporação e mais rapidez.

Na estação chuvosa, as águas do São Francisco acompanhariam o fluxo da água das chuvas e não teria retirada por parte dos irrigantes. Isso porque, em época de chuva, eles não precisariam especificamente da água que irá correr para Fortaleza. O fato de não haver fluxo de chuvas no segundo semestre tornaria o processo mais lento do que em cenário de estação chuvosa.

OPovo

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