Jornal Folha Metropolitana publica entrevista com Prefeito Iokanaan Santana

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Propriá/SE – O Folha Metropolitana entrevista nesta edição o prefeito do município de Propriá, Iokanaan Santana

O município de Propriá foi referência em economia no Estado de Sergipe. Com a chegada dos anos 70, pós revolução, era a segunda cidade em potencial econômico e intelectual, feira ampla com abrangência de Canindé a Brejo Grande fazendo divisa com o Estado de Alagoas servindo em atividades econômicas, educacionais etc.

Em função da queda da rizicultura fonte de maior renda do município, as usinas, cerca de 20, começaram a fechar suas portas. A situação econômica leva a fábrica de tecelagem e confecção à decadência, dentre outras que davam sustentabilidade ao município, a exemplo da piscicultura farta, a agricultura e a pecuária com rebanhos bovinos, caprinos e suínos. Daí o êxodo para a capital e outras regiões onde os filhos de Propriá buscaram melhor situação econômica, pois a região caminhava ao que se nota hoje, “maior bolsão de miséria do Baixa São Francisco”. A falta de olhar de vários governos para região, poucos representantes na Câmara Estadual e na Assembleia Federal, a região ficou sem oportunidade, diferente da região Sul, sempre representada.  Tais fatores somam-se à realidade do enfraquecimento da economia do município, sem intensivo do governo, sem estudo superior gratuito, sem mão de obra qualificada, sem direito à saúde.

O atual prefeito, Iokanaan Santana, é um homem idoso – 69 -, filho de Propriá e ao disputar a prefeitura percebeu o tamanho da problemática existente, ao sentar na cadeira. Administra o município com as condições que têm e vai à reeleição em uma das cidades mais importantes do Estado de Sergipe e maior centro eleitoral do Baixo São Francisco.

A entrevista do Folha Metropolitana com Iokanaan é uma oportunidade que se dá para levar ao conhecimento público parte do quadro administrativo e ter um poder maior de análise sobre o momento do Prefeito ao dirigir o município.

FOLHA METROPOLITANA (F.P): Há quanto tempo o município vem em declínio na economia?
IOKANAAN SANTANA (I.S): Desde o fim dos anos 60 e início de 70.

FP: Em que se baseia a economia do município? 
IS: Baseia- se no comércio, que conta com o movimento de 17 Cidades que aqui ancoram para fazer suas compras, não só de Sergipe, mas de Alagoas; a rizicultora ainda em evidência, área agrícola, a pecuária, um distrito industrial sem incentivo do governo, funcionando precariamente.  Então o comércio tem seu equilíbrio rotativo aquecido pela folha de pagamento do Estado, e, em especial a folha municipal que todos os meses vem arcando com o dever aos seus colaboradores.

FP: O senhor tem dificuldades em administrar o município? 
IS: Temos um município com 30 mil habitantes, com integração com cidades vizinhas, sem renda, com 4.070 famílias em extrema pobreza, a Assistência  Social buscando a sanar essa demanda, a saúde contemplando o povo com assistência médico odontológico , todos os postos em evidência, o centro de especialidades atendendo à população, as secretarias trabalhando com recursos do próprio município, não temos uma mínima participação do governo do Estado para que os filhos ilustres de Propriá, sem exceção, pois todos são ilustres, tenham garantida as necessidades básicas.

FP: Quais fatores contribuem para a falta de desenvolvimento de Propriá? 
IS: Uma política com incentivo do governo, que nada investiu na nossa querida cidade, ou seja, uma política de investimento.

FP: Como o senhor faz uma política pública para um município de 30 mil habitantes com poucos recurso que têm?
IS: Respeitando o erário público e dando credibilidade a todos as secretarias e em união com a população.

FP: O senhor é conhecido no Estado como um dos Prefeitos que mais investiu em áreas prioritárias como saúde e educação, como conseguiu esse destaque?
IS: Pagando a saúde em dia, concebendo os direitos dos funcionários, com destaque para o magistério, investindo no calçamento das ruas, na distribuição de remédios (o que mais me pediu o povo durante a campanha) , na doação de próteses, pagando fornecedores em dia, investindo nos postos de saúde com reformas e equipamentos, implantando a educação infantil em tempo integral, pagando precatórios, que já somam 7 milhões, além de retirar o município do CAUC, deixando-o livre para angariar recursos perante o governo Federal.

FP: Como o senhor tem feito para realizar essas ações com poucos recursos dos cofres públicos?
IS: Cumprindo meu papel de gestor com vontade de fazer, de existir e acreditando  que dias melhores virão.

FP: Nesse momento crítico da Pandemia, Propriá teve o primeiro caso do Estado e conseguiu fazer com que esses números não crescessem tanto. Como está fazendo para administrar essa situação e mantê-la bem na leitura do Estado?
IS: Trabalho em comunhão com os decretos do Estado, Ministério Público, Defesa Civil e Secretaria da Saúde, fazendo um trabalho de precaução, exigindo o uso da máscara, com o apoio da população buscando uma conscientização com informações que nos leve a nos defender desse vírus e com o domínio de fiscalização para salvar vidas.  A Secretaria de Saúde do Município vem incansavelmente com toda sua equipe, trabalhando 24 horas para o bem coletivo.

FP: O Senhor tem inimigos políticos?
IS: Não. Nunca tive nem os terei.

FP: Qual o maior sonho do Senhor para o município? 
IS: Pediram-me Universidade Federal, Pediram-me indústrias, pediram-me casas. Não deixarei de buscar, porém o meu sonho está sendo realizado: Educação Infantil em tempo Integral, essa modalidade apresenta crianças de 4 e 5 anos lendo, declamando poeminhas; a saúde de Propriá é exemplo no Estado e muito mais, mas nada tira de mim o sonho com casa para o povo, a indústria que gerará emprego, o nível superior gratuito e assim, o meu povo terá casa, comida e qualificação de mão de obra com a bênção de DEUS.

Folha Metropolitana

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