Ex-prefeito Genivaldo Galindo e o encerramento de uma história

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Canindé de São Francisco/SE – A morte do ex-prefeito Genivaldo Galindo não era esperada por ninguém. Aconteceu de forma rápida e quase subida deixando todos perplexos e em reflexão sobre a fragilidade e curto tempo da vida de qualquer ser humano. Aos 73 anos de idade Genivaldo Galindo era um homem forte como poucos de sua época. Isso porque seu histórico de vida o condicionam como um homem trabalhador desde ainda muito criança. Já adulto e sendo empresário, por várias vezes ele mesmo colocava a “mão na massa”. Foi visto muitas vezes apertando parafusos, trocando peças, melado de graxa ou óleo do caminhões ou máquinas que possuía. Certa vez, quando ainda era Prefeito em Canindé de São Francisco, retornava de viagem e encontrou um caminhão de sua propriedade com problemas na estrada. Imediatamente Galindo tirou a camisa social em que estava vestido, pois vinha de compromissos administrativos da Prefeitura, entrou por baixo do caminhão e trocou a peça. Era esse o Genvaldo Galindo, homem de tantas histórias. Mas, a história é bela porque registra todas as demais ciências e os passos do homem.

Pouco importa as causas da morte de Galindo, como era mais e simplesmente conhecido. Pouco importa agora as narrativas e os épicos a que se possam contar nas rodas de conversas. A saída de Galindo da cena do teatro da vida finou-se e agora é história, mas algo precisa ser dito: Galindo era um visionário. O julgamento é da História que por certo provocará divisões de posicionamentos. Em Canindé foi o homem que dividiu o município em um antes e depois dele.

Natural de Pernambuco, cidade de Itaíba, Galindo é de um tempo de um Brasil pós-guerra mundial quando o coronelismo saia de vez de cena, da solidão das Américas contadas pelo escritor Gabriel Garcia Marquez que aprofundou a luta por direitos, do atravessar do tempo do regime da Ditadura Militar que perseguiu e matou e fez implantar a democracia e às Diretas Já e no momento atual da pandemia sanitária do Coronavírus que parece ser uma espécie de juíza julgadora ou praga apocalíptica que não escolhe nem julgador e nem julgado.

Com a notícia da morte de Galindo, que aconteceu em Aracaju por ineficiência de respiração ou sintoma de pneumonia – assim frisou o noticiário de TV das 18 horas na segunda-feira, 11/maio – a imprensa escrita correu para registrar o fato que deve repercutir durante a semana e por algum tempo, pois era muito conhecido em vários Esatdos. Em Canindé de São Francisco, onde estava residindo em seu lote, a notícia foi publicada de forma rápida nos grupos de whatsapp. Todos queriam noticiar. Áudios e fotos foram publicados nesses dias de rede social onde a informação é apenas uma linha mal rabiscada ou um áudio que muitos vezes não reflete a realidade.

No momento atual das disputas nas eleições municipais, que parece não acontecer nesse 2020, tudo indica que Galindo estaria de volta nas ruas defendendo uma bandeira em apoio para um candidato na disputa pela Prefeitura Muncicipal de Canindé de São Francisco. Um desses últimos registros da aparição dele é um áudio que viralizou em whatsapp. A interrupção de sua vida pela morte não mais será possível essa aparição. Temos um tempo limite de vida e Galindo deixou sua contribuição, do seu jeito. “Um luto oficia deve ser analisado pelo prefeito”, disse uma fonte da Prefeitura.

O mundo em pandemia, por razão do Covid-19, não permitirá um sepultamento com as despedidas e últimas homenagens por amigos e familiares onde Galindo for sepultado, pois aglomerações de pessoas estão proibidas pelas autoridades porque trazem contaminação do vírus diante de contatos, respingos por salivas e no próprio ar do local. Galindo se vai do jeito que chegou ao mundo, sozinho e deixa um recado emblemático: o de que tudo encerra-se com a morte.

Por Adeval Marques
Foto: facebook
(Montagem PNews)

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