Coronavírus ameaça o futebol internacional, que corre risco de parar

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Instituições que regem o futebol pelo mundo começam a olhar com maior preocupação para a pandemia do novo vírus. Eurocopa, Copa América e Eliminatórias correm risco. Dois jogadores testaram positivo para Covid-19

Fechar os portões para a entrada de torcedores nos estádios já não parece ser uma medida suficiente para manter a bola rolando no futebol internacional. A pandemia coronavírus, agora oficialmente declarada pela OMS (Organização Mundial da Saúde), que interrompe torneios e disputas esportivas locais todos os dias ao redor do mundo, está fechando também as fronteiras dos países para a prática do esporte.

A Roma informou ontem que foi impedida pelas autoridades da Espanha de viajar ao país para o duelo que teria contra o Sevilla, pela Liga Europa. O espanhol Getafe, que também teria um compromisso pelo torneio europeu, se recusou a viajar para a Itália, onde enfrentaria a Inter, em Milão. A cidade fica na região da Lombardia, epicentro do coronavírus na Europa.

Com mais de 12 mil casos confirmados de pessoas infectadas e mais de 800 mortes, a Itália determinou a suspensão de todas as competições esportivas até abril. A circulação de cidadãos pelo país também está vetada, salvo por razões de saúde, trabalho e “casos de necessidade”. A Uefa anunciou o adiamento das duas partidas, ainda sem data definida.

O exemplo de Roma e Getafe mostra que a manutenção ou interrupção do calendário de competições já não é uma decisão que cabe fundamentalmente a clubes ou federações, mas sim a governos, responsáveis por tomar as medidas cabíveis em questões de saúde pública como essa.

Futebol sob risco

A continuidade do futebol internacional também põe em risco os principais personagens do jogo, que são os jogadores, submetidos a viagens e, portanto, à possibilidade de contato com a doença.

Um comunicado feito pela diretoria da Juventus anunciou que o zagueiro Daniele Rugani testou positivo para coronavírus. O zagueiro Timo Hubers, do Hannover, também foi diagnosticado com o novo vírus.

O confronto entre Arsenal e Manchester City, por exemplo, que seria ontem, foi adiado pela organização da Premier League. Isso porque soube-se que o presidente do Olympiakos, adversário do clube de Londres no último dia 27, contraiu o Covid-19 e entrou em contato com atletas de sua equipe. Esse episódio forçou o Arsenal a manter seus atletas isolados em casa por 14 dias. Dirigentes do clube que sentaram próximo a Evangelos Marinakis também estão em quarentena.

A FIFPro (Federação Internacional dos Jogadores Profissionais de Futebol), representante global dos atletas e com 65 associações nacionais da classe afiliadas, emitiu um comunicado no qual apela às autoridades da indústria do futebol que suspendam treinos e competições a fim de preservar a integridade dos atletas. A mesma dúvida que paira sobre a continuidade do calendário internacional do futebol de clubes também já chegou às seleções. As Eliminatórias Asiáticas para a Copa do Mundo de 2022, marcadas para o fim de maio e para o início de junho, já foram adiadas.

No futuro próximo, a Uefa tem uma Eurocopa pela frente. Prevista para ser disputada de 12 de junho a 12 de julho, a edição deste ano será itinerante, espalhada por 12 cidades europeias, entre elas Roma.

A Conmebol também já age para organizar (ou reorganizar) suas competições. O Paraguai não terá presença de público nos próximos eventos esportivos por determinação do Governo. Palmeiras e Santos, por exemplo, ainda jogarão pela Libertadores no País. Na Argentina, os eventos esportivos estão suspensos até o fim de março.

A entidade sul-americana ainda terá uma nova edição da Copa América neste ano, que será realizada um ano após a última disputa para se adequar ao calendário da Eurocopa.

Procurada, a CBF ainda não informou se pretende tomar alguma medida emergencial.

Diário do Nordeste

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