Denúncia: Município de Telha tem mais de 500 eleitores de outros lugares

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Telha/SE – Um levantamento feito por um grupo de pessoas do município de Telha concluiu que lá existem mais de 500 pessoas que residem em outros lugares mas que mantém domicílio eleitoral na cidade. “A denúncia é grave e precisa ser apurada pela Justiça porque queremos saber qual o interesse dessas pessoas em votar em Telha, uma vez que eles não é passível de terem vínculos ao município”, disse uma das fontes envolvidas no levantamento dos números.

Não é de agora que existem denúncias nesse sentido e a situação não acontece só em Telha. Ela também se perpetua nos municípios de Cedro de São João e Propriá. Voltando à Telha, a eleição de 2020 denota-se que houve um aumento dos números quando transferências de títulos foram registradas desde a eleição anterior, ou seja, 2016. Sem que se queira acusar nenhum tempo anterior, o fato chama atenção porque não cessou.

Na apuração dos números foram captados vários nomes de pessoas que moram em lugares como Aracaju e outras cidade da região Sul, por exemplo. Tais pessoas não possuem negócios na cidade, nunca são vistas em qualquer ação, nem que seja um simples evento festivo, alegam. Se a questão for a de simples vínculo afetivo, então significa que, por afinidade qualquer um pode declarar seu endereço para alguém que queira votar em Telha. A questão é considerada absurda.

Há algumas semanas a situação foi levantada por meio de denúncia ao radialista Patrício Lessa no programa Jornal da 104 que fez uma análise concisa sobre a situação acendendo a questão mais uma vez e com a chegada das eleições a situação necessitaria de uma revisão para só assim o processo de escolha do próximo sucessor administrativo municipal – Prefeito – ter a lisura pregada pela Democracia.

Desconfia-se que práticas ilícitas estejam por trás da situação prestando um verdadeiro desserviço além de incidir em crime e prática de corrupção. “O número de 500 eleitores de fora é alarmante para um município cujo eleitorado é de 2 mil”, finaliza lamentando a fonte.

Por Adeval Marques
Foto: ilustrativa

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