Franciscana Helena Santana destaca: “Propriá é uma cidade de todas as religiões.”

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A Professora Helena Santana, que faz parte do grupo de Franciscanas de Propriá, foi entrevistada pela equipe da TV Aperipê no último final de semana na ocasião da Festa do Bom Jesus dos Navegantes. Em um dos trechos de sua fala ela disse: “Propriá é uma cidade de todas as religiões.”

Embora a momento da Festa do Bom Jesus ser marcado e comemorado fortemente pela fé católica, a mensagem de Helena amplia a discussão sobre o número de religiões existentes em Propriá. Todas elas colaboram marcando Propriá como uma das cidades mais religiosas do Estado de Sergipe e Nordeste. A questão religiosa em Propriá está impregnada na sociedade desde a formação do seu povo.

Historicamente, ainda em 1600, século 17, quando Propriá era vilarejo de pequenos casebres de pescadores, alguns índios e negros que para esse lado do Estado fugiram, trouxeram consigo suas crenças religiosas. Naqueles idos, Portugal já havia instituído a religião católica como sendo a oficial do Brasil. Esse trecho de terra, que até então era notada a presença de corsários franceses, holandeses e poucos portugueses, teve como fator de modelagem a chamada “Guerra Justa”, a qual surgiu como grande protagonista o Capitão da Coroa Portuguesa, Cristóvão de Barros que, ao traçar guerra com os naturais de Sergipe, matou e aprisionou vários índios chefiados pelo Cacique Serigy e Aperipê. Ao término da guerra, ele fundou a cidade de São Cristóvão e repartiu os Estado entre os seus ficando com essa parte da região do Baixo São Francisco a qual Propriá, chamada por Urubu de Baixo, ficou como seu dote. Foi então que, já em 1718, uma missão dos Carmelitas fundou uma igreja implantando o catolicismo e fundando a comunidade de Santo Antônio do Urubu de Baixo. Já se vão 301 anos de fundada. Quanto as demais religiões, não se tem registro ou pesquisas ainda que evidencie as datas. Entretanto, as de matizes africanas sempre estiveram presentes porque o negro africano não separou-se de suas origens ancestralicas. Propriá possuía muitos terreiros aonde eram praticas as danças ou rituais religiosos da chamada mãe África.

O Brasil tem em seu arcabouço da democracia o direito à liberdade de expressão e religião, etc. É o chamado estado laico de direito, onde qualquer cidadão pode exercer e praticar sua religião livremente. É o caso de Propriá na narrativa de Helena Santana, que prestando seu depoimento nesse momento, deixou a mensagem enquanto também Primeira-dama do município em cumprir uma agenda própria e social parabenizando o povo de Propriá, visitantes, turistas que para lá se dirigem nesse momento que engloba cultura, fé, história e religiosidade, em um só lugar. Realmente, “Propriá é uma cidade de todas as religiões.”

A entrevista será exibida pela TV Aperipê e em seu canal do youtube. Teve ainda participação do ex-vereador Costinha que é um dos responsáveis pela Comissão do Mastro da Quintino Bocaiúva.

Por Adeval Marques

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