Luiz Eduardo Costa escreve: “UM AVAL PARA A BANDALHEIRA?”

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Claro que o Juiz que autorizou a volta do defenestrado ex-prefeito de Canindé Ednaldo da Farmácia, não sabe do que realmente ali aconteceu. O Magistrado apenas substituto, não teve tempo de respirar os ares de desalento que a população de Canindé vem  respirando nesses últimos quase três anos, desde que o senhor Ednaldo, iniciou o seu mandato, após a morte do sempre pranteado Orlandinho Andrade. O Juiz apegou-se, pertinentemente, a um erro que efetivamente aconteceu no curso do impeachment, que foi bem até o seu ultimo capítulo, quando se fez a votação secreta, ao invés de aberta, como determina  a legislação . Mas a votação com o resultado inequívoco dos dez a zero, foi, por si só, uma demonstração de transparência e lisura, uma borracha ou uma tecla de deletar, é mais atual, apagando todas as possíveis suspeitas, ou duvidas, que pudessem subsistir. Mas ai, vale a hermenêutica ou exegese da cada julgador, deixando ou não prevalecer o aspecto formal.

Foto do ex-prefeito Ednaldo da farmácia que voltou ao cargo.

Um tanto estranho foi a mudança de visão do Promotor da Comarca, que lidou diretamente com o prefeito resposto, empenhou-se em corrigir suas mazelas, viu de bem perto o esforço corretivo que estava sendo feito pelo prefeito interino Weldo Mariano, e ele, que abrira uma sindicância por improbidade  contra Ednaldo, que se manifestara a favor do impeachment, num alentado relato de dezessete páginas,  agora,  um mês  e pouco depois, pediu a anulação do ato da Câmara, e o retorno do prefeito, por ele antes identificado como inepto e desonesto.

É claro, nem e magistrado nem o promotor dariam um aval para que continuasse o desmando no município, eles devem ter duvidado da possibilidade de uma recuperação, em face do clima político ali existente. Sabem, que o prefeito que retorna, terá os problemas mais e mais  se avolumando, e se, da parte do ressuscitado, não houver uma ressurreição completa de comportamentos, atitudes, e sobretudo de capacidade gerencial, coisa bastante improvável, o desastre que castiga a população canideense somente irá agravar-se.

Torna-se impossível uma ressureição daquilo que nunca existiu, ou seja: competência, capacidade política, qualidades inexistentes no reposto Ednaldo.

Assim, deveriam estar imaginando uma solução mais profunda e efetivamente cirúrgica: a remoção de todos os males por meio de uma oportuna intervenção no infelicitado município. Essa possibilidade já estaria no foco da Procuradoria de Justiça, que, anos atrás, comandou com plena eficácia, e resultados concretos, uma intervenção chefiada pelo Procurador de Justiça Fernando Matos. A ele, a sede de Canindé está a dever o nome numa Praça ou Avenida.

Por Luiz Eduardo Costa

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