Diógenes Brayner escreve sobre Flávio Bolsonaro: “Um irresponsável convicto.”

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Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) realiza sabatina de Augusto Aras, indicado para o cargo de procurador-geral da República. nnÀ bancada, senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).nnFoto: Pedro França/Agência Senado

A quinta-feira foi um dia tenso para o País. Nada em relação à corrupção ou a problemas na economia, mas prenúncio de crise política, em razão de excessos e irresponsabilidade produzidos pelo deputado Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair, que atropela o pai e tumultua um clima que não é dos melhores para o Planalto. Com seu estilo falastrão, Flávio ameaça com o retorno do AI-5.

Um irresponsável convicto, que ao sentir a reação da sociedade, incluindo poderes e representações, acovardou-se e pediu desculpas. Não é o momento de falar em golpe e jamais de reviver o regime de exceção, através do ato mais violento que se decretou no período ditatorial, em que todos os direitos do cidadão foram cassados. Pelo que fala o filho, pode-se fazer uma dedução o que se conversa entre o grupo de intimidade da família. Não há clima para golpes no Brasil. Até os militares sabem bem disso e não o desejam.

Mas, vindo para Sergipe, onde a fala de Flavio Bolsonaro também repercutiu, dá para se fazer uma análise do que pode acontecer com o Partido dos Trabalhadores, tanto nas eleições de 2020, quanto no pleito de 2022. Segundo um dos seus mais hábeis articuladores, Rômulo Rodrigues, que pensa sobre a sigla  full time, “o PT caminha aceleradamente em direção a uma crise para formação de alianças, que vai refletir no pleito do próximo ano”. Na verdade há um silêncio petista na superfície, mas, na intimidade dos seus ativos filiados, os sussurros podem entrar em erupção.

Na visão do hábil pensador político, “há muita coisa que pode acontecer, porque não existe sintonia entre a direção e as bases partidárias. Enfim, não se diz abertamente o que quer” e acrescenta: “não foi projetada nenhuma ideia que leve a uma posição em relação ao pleito municipal”.

Para Rômulo Rodrigues, essa falta de decisão para convlcar o partido, “deixa a base meia atônita”. Acha, assim, que “o PT não está pensando nisso”, e naturalmente pode criar incertezas em relação a uma disputa da qual jamais deixou de ser protagonista. Uma coisa que se deve pensar bem: em caso de Lula solto, quem segura PT? E é o próprio Rômulo que lembra: “Com Lula é uma coisa, sem ele é outra”. Diz que é preciso pensar em um nome que cative todas as tendência e admite que o ex-deputado Márcio Macedo, um dos nomes que se insinua candidato a prefeito no próximo ano, “não vai além do seu grupo”.

No final, Rômulo Rodrigues aconselha: “quem quiser ser candidato tem que unificar as bases e quebrar muitas arestas internas”. Deixa claro que só assim o PT pode avançar em 2020 e adquirir musculatura para 2022. No final, Rodrigues sugere sobre o pleito do próximo ano: “se o PT quiser marchar com o prefeito Edvaldo Nogueira, eu já tenho o nome do vice”. Guardou segredo sobre quem seria.

Por Diógenes Brayner
Coluna Plenário
Faxaju

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