Vigilância Ambiental faz recomendações à população sobre óleo no litoral sergipano

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A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Coordenação de Vigilância Sanitária e Ambiental, e em decorrência do recente surgimento de óleo nas praias do litoral nordestino recomenda uma série de cuidados à população e orienta profissionais de saúde quanto aos cuidados em possíveis casos de intoxicação devido à exposição dos resíduos. De acordo com o coordenador de Vigilância em Saúde Ambiental, Alexandro Bueno, o Ibama confirmou que o material oleoso é petróleo cru.

O petróleo bruto é uma complexa mistura de hidrocarbonetos, que apresenta contaminações variadas de enxofre, nitrogênio, oxigênio e metais. “A presença do petróleo no ambiente nem sempre leva à exposição da população. Contudo, em acidentes de grandes proporções a probabilidade de exposição humana aumenta”, disse o coordenador Alexsandro, salientando que o despejo de óleo no mar também pode causar efeitos sobre a saúde da população.

Salientou que os danos podem ocorrer por meio de contato dérmico, por inalação ou ingestão. Em curto prazo, geram dificuldades de respiração, pneumonite química (irritação pulmonar provocada pela inalação de substâncias tóxicas até os pulmões), confusão mental, dores de cabeça, irritação na garganta, coceira nos olhos, cansaço, tontura, náusea, febre, irritação na pele como dermatite, machucados e ferimentos.

Já os efeitos de longo prazo estão associados a danos genotóxicos (quando agentes químicos danificam a informação genética no interior de uma célula) por consumo de frutos do mar contaminados, anormalidades endócrinas, possíveis impactos no sistema reprodutivo e efeitos adversos no sistema respiratório. A ingestão pode causar dores abdominais, vômito e diarreia.

Segundo Bueno, o quadro atual requer atenção dos profissionais de saúde, das autoridades sanitárias, dos órgãos ambientais e da população. “É preciso estar atento ao aumento de casos com sintomatologia semelhante, especialmente em crianças e gestantes, tendo em vista a exposição aos compostos tóxicos nas atividades de lazer”, frisou.

Recomendações

Para a população, a SES recomenda que as pessoas não entrem em contato direto com o óleo, especialmente crianças e gestantes; que evitem contato com a água e solo/areia nas regiões atingidas; que em caso de contato, retirar roupas e calçados atingidos e lavar as áreas do corpo afetadas com água e sabão (óleo de cozinha e gelo podem facilitar a retirada dos resíduos).

Quanto ao consumo de pescados, Bueno aconselha não consumí-los sem saber a procedência e lembra que eles devem ter pele firme, bem aderida, úmida e sem presença de manchas; os olhos devem ser brilhantes e salientes; as escamas devem estar unidas entre si, brilhantes e fortemente aderida à pele e as brânquias (guelras) devem ter cor que vai do rosa ao vermelho intenso, ser brilhantes e sem viscosidade. “O pescado deve estar livre de resíduos de óleo”, reforçou o coordenador.

Destacou que é importante a população observar as orientações dos órgãos de meio ambiente sobre atividades recreacionais (balneabilidade) e de pesca nas regiões afetadas e orientou que em caso de exposição e aparecimento de sintomas, contatar o Centro de Informações Toxicológicas (0800 722 6001) e procurar atendimento médico.

Para os profissionais de saúde, a SES orienta atenção aos sinais e sintomas característicos de intoxicação em pacientes, bem como a notificação dos casos suspeitos e confirmados de intoxicação exógena no Sistema Nacional de Agravos de Notificação (SINAN), conforme determina a Portaria de Consolidação no 4/2017.

SES

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