Agente de endemias relata a importância do trabalho na Brigada Itinerante de Combate à Dengue

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Ao realizar o Processo Seletivo Simplificado (PSS) 2014-2016 para agente de endemias, operacionalizado pela Fundação Estadual de Saúde (Funesa), com o suporte da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Cícera dos Santos Lima da Silva guarda em sua memória a alegria  e relata a importânncia de atuar na área. Cícera é graduada em Letras – Português, mas decidiu seguir o ofício de agente de saúde, no âmbito do combate às endemias e, dessa forma, realizou outro PSS em 2017, sendo chamada em 2019 para mais uma missão. Neste 4 de outubro, Dia Nacional do Agente de Saúde, Cícera está em campo com outros colegas, atuando no serviço da Brigada Itinerante de combate à Dengue, que atualmanete conta com uma equipe de 100 profissionais atuando em todo o Estado cumprindo agenda de acordo com o índice de infestação de cada município.

“O nosso trabalho pode salvar vidas. Fazemos um trabalho diretamente com as pessoas, orientando-as, porque nem todos possuem as informações corretas, como se um pouco de água não fizesse toda a diferença, a exemplo de um ralo ou atrás da geladeira, que tem acúmulo de água. Já encontrei muito foco no fundo de geladeiras, bem como no recipiente que apara água do bebedouro. São lugares que nem imaginamos que possa ter foco, mas tem. Percebo que, de 100% do serviço prestado, temos pelo menos uns 90% de retorno do cuidado das pessoas no ato de prevenir e evitar doenças”, declara Cícera.

A agente de endemias também afirma que sempre tenta orientar as pessoas da melhor forma para que elas tenham esse conhecimento como hábito. “Além disso, passamos detalhes que são valiosos, como por exemplo a forma de higienizar um recipiente e, em caso da pessoa não conseguir retirar, que não puxe, mas utilize a esponja ou um pano. Ou seja, apresentamos diversas forma de cuidados para evitar o desenvolvimento do vetor. Também apresentamos um material educativo, que serve para que o morador tire suas dúvidas”.

Ainda de acordo com Cícera, como a Brigada vai à residência das pessoas, é feito um trabalho de aproximação e conscientização. “Tentamos mostrar às comunidades o risco que elas correm. Essa é a essência do nosso trabalho, que, sobretudo, promove a vida. Nosso trabalho é o início de tudo, por isso é fundamental estar na rua, educando o morador. Posso dizer que me orgulho desse ofício. É uma missão de formiguinha que tem um significado e um resultado grandioso”, ressalta.

Para a diretora operacional da Funesa, Daniele Travassos, os agentes de endemias que compõem a Brigada Itinerante Estadual “desenvolvem um importante papel na prevenção das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti junto à comunidade, uma vez que o controle dessas doenças ainda representa um grande desafio para os gestores e profissionais de saúde do SUS”, diz.

SES

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