Dia 26 de setembro é o Dia Nacional do Surdo. Com o passar dos anos, as células ciliadas vão se desgastando e causando a surdez. Essa perda auditiva provocada pela idade pode ser solucionada em alguns casos com o uso de aparelhos auditivos. Em outros casos de lesões ou perfurações timpânicas, o tratamento indicado é o cirúrgico. Pensando nisso, otorrinolaringologista  do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), Antônio Roberto Setton, orienta como prevenir a surdez.

“Uma vez constatada a perda auditiva o ideal é buscar ajuda de um profissional especialista. Nunca colocar qualquer objeto, incluindo cotonetes, dentro do canal auditivo, pois pode empurrar a cera para dentro do ouvido e entupir o canal ou danificar o tímpano. A poluição sonora é uma das principais causas de perda auditiva em jovens por causa do uso de fone de ouvido com o volume muito alto, o ideal é que o som não ultrapasse 50% do limite do aparelho. Doenças infectocontagiosas como a otite pode evoluir para a surdez se não tratada adequadamente, estímulos sonoros de alta intensidade podem matar as células da nossa audição, por isso, utilizar equipamentos de segurança quando estiver exposto a ruídos diários que ultrapassem o limite de segurança é fundamental”, explicou o otorrino.

Segundo o último censo do IBGE, cerca de 6 milhões de brasileiros apresentam a capacidade auditiva diminuída. Os sintomas mais comuns e que requerem maior atenção são dificuldades de entendimento da fala, necessidade de aumentar o volume de som de equipamentos eletrônicos, desatenção e até mesmo queda no rendimento escolar. De janeiro a agosto deste ano (2019), o consultório do otorrinolaringologista no Huse registrou mais de 1.600 atendimentos a usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) com algum problema auditivo.

Qualquer sensação de perda auditiva súbita em crianças ou adultos, o ideal é investigar o mais breve possível. Retardar o diagnóstico e o início do tratamento pode reduzir as chances de cura.

Teste da Orelhinha

Setton reforça a importância do teste da orelhinha nos bebês, ou otoemissão acústica, que tem o objetivo de detectar precocemente a perda auditiva. “O exame deve ser feito nos primeiros dias de vida porque quando se identifica a deficiência com brevidade, os resultados da reabilitação auditiva são fantásticos”, celebra o otorrino, salientando, no entanto, a importância de os pais estarem atentos às infecções do ouvido médio, as chamadas otites.

“As criancinhas são mais vulneráveis a elas, que podem também causar perdas auditivas irreversíveis quando não tratadas adequadamente com antibióticos, anti-inflamatórios ou cuidados locais. A otite é uma infecção que compromete a membrana timpânica e a região que fica por trás dessa membrana, que é a orelha média. Até os cinco anos de idade esse tipo de doença é muito incidente nas crianças, por isso que é importante que seja diagnosticada a tratada adequadamente”, reforçou.

Fotos: Flávia Pacheco ASCOM SES

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