Durante sete dias o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) reuniu técnicos e agentes de endemias de Salgado, Capela, Siriri, Graccho Cardoso e Amparo do São Francisco no serviço de Entomologia para uma capacitação sobre o desenvolvimento fisiológico do vetor transmissor da Dengue. A atividade de educação em saúde finalizada nesta terça-feira, 3, visa aprimorar o conhecimento e a técnica para leitura de lâminas e identificação das características de larvas e pupas do Aedes, aegypti, albopictus e culex.
O estudo para a identificação dos mosquitos tem como principal objetivo oferecer subsídio para que os microscopistas possam fazer as leituras e análises com eficiência e, assim,contribuir para adoção das ações necessárias de Vigilância Epidemiológica Estadual e Municipal no combate à proliferação de mosquitos.
“No treinamento os técnicos aprendem a identificar o Aedes aegypti, mosquito transmissor mais comum da Dengue. Eles também estudam outra espécie como o Aedes albopictus, que também é um agente transmissor da doença. É fundamental essa preparação para o profissional reconhecer as diferenças morfológicas das espécies”, explicou Rondom Cardoso, laboratorista do serviço de Entomologia.
A gerente do setor, Karine Dantas Moura Abreu, ressaltou que os treinamentos fazem parte do calendário anual da unidade. “O enfrentamento da dengue acontece em todos os meses do ano, por isso é necessário que esse trabalho de preparação e atualização dos profissionais que atuam nos municípios aconteça constantemente”, destacou.
Conforme a biomédica os municípios realizam a coleta das larvas e pupas em água paradas, levam para o laboratório e faz a identificação do vetor.  “Após a conclusão dos testes é que o município envia seu resultado, junto com as lâminas para fazermos o controle de qualidade dos testes. Aqui no Lacen recebemos 10% da produção de cada município”, salientou Karine.
Municípios
Para os agentes de endemias, João Fábio Rodrigues de Aragão, de Graccho Cardoso, Ana Paula Vieira Santos Batista, de Siriri e Ana Paula Martins Silva, de Salgado, as aulas são importantes para prática da rotina em seus municípios. “A gente coleta as larvas e pupas para identificação do vetor. Depois realizamos as análises. No final encaminhamos ao Lacen os relatórios para o controle de qualidade”, disse Aragão.
SES

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