Nenhuma pergunta ficou sem respostas aos jornalistas

Me atrevo a escrever que o advogado e jornalista, radicado no Brasil, fundador do T%he Intecept Brasil, Glenn Greenwald, mostrou total segurança, objetividade e autocontrole nas respostas feitas no programa Roda Viva exibido nesta segunda-feira, 02/09, pela TV Cultura.

Uma verdadeira sabatina foi lançada por diversos jornalistas que, ansiosos por fazer as melhores perguntas e obter as melhores respostas, as lançavam uma atrás da outra num verdadeiro bombardeio sem quase facultar tempo ao Glenn em racionar para responder. Ressaltou-se a tranquilidade e segurança.

Mostrando total preparo e conhecimento sobre os arquivos que o The Intercept Brasil tem e já publicou, onde relata conversas da Operação Lava Jato, um dos aspectos que mais chamou a atenção na tentativa de trazer situações pessoais do entrevistado para o centro da discussão, ou seja, foi o fato de ser colocado no questionamento como sendo homossexual e com vínculo de relação matrimonial com outro homem de ideologia de esquerda e envolvido com filmes eróticos poderiam ser fatores de influência por parte da opinião pública que poderiam ser levados em consideração. Educado e objetivo, Glenn passou por cima com desenvoltura ao ponto de deixar pasmo ou boquiabertos quem as fez. Nesse caso, verificou-se uma total preparação psicológica e não só o quanto de nível e experiência existe no Glenn. Nada ficou sem resposta e  nem o desestabilizou.

Sem rechaçar o papel de ex-juiz Sérgio Moro, Glenn afirmou que os métodos usados pelo The Intercept Brasil não é uma via de utilização e que as evidencias chegaram em suas mãos e nesse caso o ofício do jornalista o obriga a publicar. Por várias vezes ele afirmou da importância de buscar coibir a corrupção no Brasil por meio válidos e não tidos como escuso e no papel de excesso da autoridade, o que classificou como “crime”.

Em tudo, as respostas do advogado e jornalista Glenn deixaram claro que não haverá intimidação que faça o trabalho começado, em relação as publicações do The Intecept Brasil, arrefecer. Numa prova clara a uma pergunta ele respondeu: “Eu não sou Deltan e nem Sérgio Moro. Não me arrependo”. O Jornal o Globo não se saiu bem na tentativa de pegar Glenn pelo “pé”. O The Intercept Brasil, na ótica de Glenn, usou os mesmos métodos da Operação Lava Jato. Ele garantiu a proteção das fontes e disse que o fará a todo custo.

Assista ao vídeo completo:

A discussão na entrevista é importante sob o ponto de vista do que se chama de excessos no poder de autoridades e sobre os perigos do mundo da internet onde ninguém está seguro e “serve de exemplo”.

Em um País onde exercer a profissão de jornalista está colocado como sendo o terceiro pior do mundo, Glenn pode influenciar toda uma futura geração de pessoas que pretendem enveredar na área hasteando a bandeira da coragem, liberdade e da verdade na finalidade de termos um sociedade melhor, com menos hipocrisia e Justiça social.

De um lado jornalistas preparados e do outro Glenn que se mostrou com grandes qualidades fazendo uma ótima entrevista sem ter viés político.

Por Adeval Marques

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