Acusações são de assédio sexual, estupro e homicídios. Polícia investiga envolvimento de cozinheiro também no desaparecimentos de mulheres

Assassino confesso da auxiliar de cozinha Genir Pereira de Sousa, 47, e da funcionária do Ministério da Educação (MEC) Letícia Sousa Curado, 26, Marinésio dos Santos Olinto, 41, viu o número de acusações contra ele crescer desde que foi preso, na madrugada do último domingo (25/08/2019). Muitas vítimas reconheceram o maníaco após a divulgação de imagem dele na imprensa e, pelo modus operandi do homicida, a Polícia Civil decidiu reabrir inquéritos de três casos, referentes a 2014 e 2015, dadas as semelhanças das circunstâncias das mortes que ele confessou.

Marinésio pode ser o responsável por ao menos 12 ataques a mulheres, incluindo Genir, Letícia e outras que estão desaparecidas até hoje, além de vítimas que conseguiram fugir das agressões do cozinheiro. As acusações são de assédio sexual, estupro e homicídios.

Investigadores apuram se o destino de Letícia e Genir foi o mesmo de outras duas mulheres que sumiram no DF. Há cerca de um ano e meio, por exemplo, uma babá, que morava na Fercal, desapareceu no Altiplano Leste, após embarcar num ônibus e descer nas proximidades da Barragem do Paranoá. No dia chuvoso, a mulher pegou uma lotação e nunca mais foi vista.

Indícios de participação

A polícia também investiga se o cozinheiro tem relação com o desaparecimento de Gisvânia Pereira dos Santos Silva, 34. Ela foi filmada por câmeras de segurança num posto de gasolina em Sobradinho, na região da Nova Colina. A gravação de 6 de outubro de 2018, por volta das 4h40, são as últimas imagens conhecidas da mulher.

Em vídeo ao qual a polícia teve acesso, Gisvânia estava acompanhada de um homem. Ele foi identificado à época, mas a polícia descartou a participação dele no sumiço da mulher, pois ela saiu sozinha do posto. O corpo nunca foi encontrado.

O delegado-chefe da 31ª Delegacia de Polícia (Planaltina), Fabrício Augusto Machado, admite que possa haver relação entre os casos: “Ela também estava em um ponto de ônibus, em Nova Colina. A informação é que uma pessoa chegou em um veículo e teria feito a lotação. Tudo indica que tenha sido o Marinésio. Existem várias evidências que levam a crer que ele possa ser o autor”, reforçou.

Crimes semelhantes

Casos ocorridos em 2014 e 2015 seriam arquivados, em função da não identificação da autoria, mas agora têm um suspeito: Marinésio. “Um deles tem a história de uma Blazer, mesmo modelo de veículo usado por Marinésio, que será checada”, disse a delegada Jane Klébia, chefe da 6ª DP (Paranoá), que investiga o caso Genir. A PCDF apura quando Marinésio adquiriu o veículo prata.

Metropóles

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