Reportagem especial: 1500 à 2.000 eleitores residem em Aracaju ou outros estados e votam em Propriá

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A falta de “oportunidade” e a “qualidade de vida” são os principais agravantes para situação

Segundo a pesquisa do site, com base em depoimentos, o número de pessoas votantes em Propriá, que residem em Aracaju ou em outros estados, é entre 1.500 à 2.000. Nesse sentido, informou ainda as fontes, eles são filhos do Município e estão fora em razão da falta de oportunidades de emprego, renda ou, melhor condição de vida na cidade.

O processo de eleição de 2020 já entrou em curso. É um horizonte que se prenuncia próximo, apenas 14 meses. Vários cidadãos já se colocaram como pré-candidatos em todo Brasil. Em Propriá existem nomes já formados para prefeito e vereadores e formação de grupo que vem sendo articuladas, na verdade, dois saem na frente […].

 O número de votos citados – 1.500 à 2.000 – é um fator significativo porque decide uma eleição local com grande margem para determinado candidato. Se bem trabalhado, tal casa numérica é suficiente para eleger três vereadores e ainda fazer surgir liderança. A questão é a “cultura”.

O site entrou em contato e buscou depoimentos. Todos eles apontam que ainda continuam votando em Propriá em razão de pedidos de “amigos” políticos ou não, pela oportunidade de “rever a cidade e velhos amigos”, “matar a saudade e lembrar a infância”, “falta de bons administradores que queiram o bem do Município”, “Se fosse possível a minha família viveria lá…”, etc. Sobre se querem voltar para Propriá a resposta foi “talvez, quando ficar velho.”, “Sem oportunidades é impossível”, “Hoje não dá mas porque a família não se adapta…” Existem ainda outros motivos que contribuem ou acentuam para viverem em outros estados.

O importante na pesquisa é que o número é expressivo e sobrepõe ao de habitantes de povoados do Município. Outro fato é que eles próprios elencam como fatores para viverem fora a questão de “oportunidades” serem as mais elevadas. Mesmo distantes, alguns permanecem conectados com suas raízes torcendo pelo desenvolvimento de Propriá. “Vamos sempre aos encontros de amigos e festas de lá, mas, tudo parece distante de quando eu vivia na cidade.”, “Procuro por uma cidade que não existe mais. É triste ver um lugar que representa tanto para nós na situação em que está sem nenhuma perspectiva de futuro.” Sobre o futuro Prefeito as colocações foram: Alguém que não minta ou venda ilusões; que seja franco; administrador, que se relacione bem com o Estado e promova as mudanças necessárias para marcar o início de uma nova Propriá; que não prometa o que não pode cumprir e por último: “Propriá precisa de um Prefeito que seja Prefeito e há muito tempo que estamos esperando um com esse perfil.”

Por Adeval Marques
Foto: ilustrativa

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