Imaginemos um animal selvagem acuado num canto, sem ter pra onde ir, sendo cutucado com uma vara curta: ilustrada está a sua imaginação com o tratamento do governo sergipano para com os militares estaduais.

No último capítulo dessa novela está o desdém com os valorosos veteranos militares sergipanos e suas pensionistas, que há mais de 10, 20 e até 30 anos recebiam seus salários alinhados com a graduação ou patente que a legislação na época permitia para se aposentar. Nenhuma teoria governista é convincente a ponto de desmanchar óleo em água: direito adquirido é direito adquirido e pronto. O governo torce que os militares judicializem o pleito, e joguem pro futuro a obrigação do cumprimento da lei 310/2018, sancionada pelo próprio governador.

Aos militares da ativa, o governo sergipano oferece descaso explícito: almoço com 8 reais, 6 anos sem reposição inflacionária (redução de mais de 30% do poder de compra, enquanto tudo aumentou nesse período). Recentemente policiais militares foram presos por que realizaram serviço extra à corporação (fazendo bico), foram presos com dignidade, pois defendiam o leite e a educação dos seus entes.

Como se não bastasse, o governador ainda intercede ao governo federal que jogue os militares estaduais no pacote geral da reforma da previdência, sem respeitar as peculiaridades da nossa atividade: a exemplo dos militares sergipanos que foram a Brumadinho, contaminarem seus sangues com metais nocivos, para elevarem no mais alto degrau o nome do governo sergipano.

Governador Belivaldo, sensibilize-se imediatamente com as milhares de pessoas que dependem do retorno imediato desses valores retirados de nossas contas bancárias.

Não acue mais o bicho, podemos nos tornar irracionais. Deus abençoe nosso governador!

_Presidente da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Sergipe_

ASPRA/SE

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