Encerramos mais um mês, maio, e a esperança do agricultor sergipano em um ano de abundância começa a esmaecer. As chuvas estão vindo, mas não na intensidade e regularidade necessárias para a agricultura. Além de estarem abaixo da média, ainda ocorrem com intervalos esparsos, prejudicando a lavoura já plantada e deixando em dúvida o agricultor mais precavido, que ainda aguarda por sinais mais fortes sobre o melhor momento para se plantar.

Estes sinais precisam vir agora, no mês de junho, pois, historicamente é o mais com maior volume de chuvas na região, além de ser o prazo limite para a principal cultura, o milho, já que a partir de julho as chuvas diminuem a em setembro e outubro os volumes são insuficientes para o cultivo.

No gráfico apresentamos os volumes acumulados nos meses de maio dos anos de 2000 até 2019, onde a média de chuvas foi de 148mm, cálculo que excluímos os anos de 2017(616mm) e 2010(19mm), pois tiveram volumes fora da curva e, se incluídos, causariam um desvio expressivo no resultado.

Neste ano, 2019, tivemos 87mm de chuvas acumuladas no mês de maio, abaixo da média para o período que é de 148mm, com um agravante que foi a irregularidade durante o mês, pois se concentraram em apenas 04 dias do mês, 35mm no dia 1º, 30mm no dia  17, quando ficamos 16 dias sem qualquer chuva e durante a segunda quinzena além do dia 17, choveu nos dias 21 e 28, com índices de 6mm e 12mm.

Agora, como todo bom nordestino, vamos manter a esperança e pedir ao Criador que em junho mande chuvas com mais intensidade e regularidade para que a colheita seja farta.

Por Luiz Antônio Sandes
Foto: Gráfico desenvolvido por Luiz Antônio Sandes

SEM COMENTÁRIOS

Deixe uma resposta