As fezes de cães que fazem suas necessidades em canteiros de praças, ruas, avenidas ou onde for é algo que parece ser encarrado com naturalidade em Propriá. Além dos cães que vagam livremente, existe também os que saem para passear com seus donos e também deixam seus montes em qualquer lugar. O que chama a atenção é que os proprietários parecem são piores  que os cães em termo de educação, boas práticas de saúde verdadeira inconsciência.

Um senhor desavisado que estava de visita em Propriá se admirou com a situação. João Augusto Machado é do Estado de São Paulo e no último final de semana estava de passeio na cidade de Propriá. Ao visitar alguns locais ele observou, entre outras coisas, que cães puxados por seus donos eram deixados fazer suas necessidades. Ele contabilizou calçadas e gramados com várias fezes deixadas, inclusive de cavalos. João Augusto, que é Professor de Universidade, classificou como absurda a situação e chamou atenção para a importância de todos ajudarem na promoção da qualidade de vida local buscando iniciativas. “Ao invés de fazer uma caminhada, me chamou atenção a situação e decidi verificar […]”, disse com franqueza.

Apesar do trabalho exaustivo do Centro de Zoonoses em conter população de cães pelas ruas da cidade, ainda percebe-se alguns perambulando livremente. O número baixou em grande parte, agora o problema parece vir dos cães que possuem donos, não de forma generalizada. É preciso um despertar para isso e vale lembrar que o contato com fezes de animais são carregados de vetores para saúde humana.

Em Aracaju, no atual parque da cidade, após exaustivos debates na Câmara Municipal e meios de imprensa de que donos de animais deixavam que eles fizessem suas necessidades livremente foi profundamente debatido, chegou-se a conclusão de que sacolas para recolhimento deveriam ser levadas junto ao passeio com os cães. O número de flagrantes quase foi erradicado no local acontecendo de forma esporádica representando um avanço. Em Propriá a ideia poderia ser adotada e da parte do Poder Público intensificar campanhas.

Por Adeval Marques
Arte: Divulgação

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