Uma pequena reta que dá acesso ao histórico e lendário Morro do Urubu é uma das alternativas que poderiam ser exploradas como Rota de Turismo Ecológico, Turismo Histórico ou para passeios, pesquisas estudantis, é ainda indicada para prática de exercícios como caminhadas, corridas de velocidades ou simplesmente para terapia e meditação.

Confira o vídeo:

A trilha têm extensão de 1.700 km e fica nas margens da BR-101. Seu acesso é livre por ser uma via pública. Em seu entorno existe uma cadeia de pequenas lagoas que eram berçários de peixes nas épocas das grandes enchentes do rio São Francisco. Elas ainda abrigam uma expressiva bio diversidade em seu ecossistema prejudicado pela ação humana, contudo, é digna de beleza e natureza ainda insiste em levantar-se.

O acesso ao Morro do Urubu é carente de autorização do proprietário que já se prontificou com a Prefeitura Municipal em viabilizar as visitas ao lendário limite imaginário indígena que tem registros históricos desde os idos de 1600 quando as terras de Propriá pertenciam ao Capitão da Coroa Portuguesa, Cristóvão de Barros.

Sua importância para a história local nunca recebeu o valor que merece enquanto patrimônio imaterial, tanto do Município quanto do seu povo. Ele contempla durante as eras toda uma transformação local desde a chegada dos primeiros habitantes na região do Baixo São Francisco, datada de 12 mil anos. No local podem ser feitas aulas de campo, pesquisas e até palestras sobre a história. É uma questão de exploração.

Fortemente marcado como território de caça dos índios tupinambás, nessa região acredita-se que as tribos predominantes eram os aramuros, caxagos e boimés. Com a conquista de Sergipe por Cristóvão de Barros, a região ficou como posse desse em razão de espólio da conquista bem de família até a terceira geração. Doada as carmelitas e jesuítas em 1718, ali se instala uma pequena capela em homenagem a Santo Antônio, passando a ser chamada de Santo Antônio do Urubu de Baixo.

Passados vários séculos depois, diversos geográficos já não são mais conhecidos, perdeu-se para o sempre. Entretanto, o Morro do Urubu continua de pé como uma testemunha ocular da história registrando os fatos por muitos anos futuros. É hora de ser reconhecido e valorizado.

Por Adeval Marques

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