O estudante do Colégio Estadual Coronel João Fernandes de Britto, Cleno dos Santos Vieira, é um neófito em poesia. Estudante do 2º ano do ensino médio, ele diz que uma de suas áreas favoritas é História. No  poema ele expressa parte da situação vivida pelo rio São Francisco, o “Rio da Integração Nacional”. Sua Bacia é de 640 mil quilômetros quadrados. A altitude da nascente: cerca de 1.200 metros e a quantidade de cidades por onde passa é de 521 em cinco estados.

O manifesto de Cleno Vieira é mais um que se soma a tantos sem que nada de eficaz esteja sendo feito na política de prevenção, contenção ou proteção do grande Opará, como era chamado pelos indígenas do Brasil.

O CHORO DO VELHO CHICO O PAI DO SERTÃO

O Velho Chico agora chora
Pois sua felicidade foi embora
E ninguém sabe quando ela voltará.

Da serra da Canastra
A foz do São Francisco
Esse rio sai pedindo
Consolo e oração.

Fique você sabendo
Que nós somos os culpados
Desse choro calado
Do Velho Chico pai do sertão.

Fico até imaginando
O que será do sertão
Sem esse grande irmão
Que deu vida ao sertão.

Hoje ele chega lá no Ceará
Mas é lá na foz
Que eu vejo água faltar.

E agora esse choro
Está acabando
Porque nós abandonamos
O Velho Chico pai do sertão.

Cleno Vieira

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