Opinião: um pobre cão faminto, a carne e nossa falta de consciência

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Incrivelmente os arqueólogos, ao fazerem pesquisas sobre os primeiros humanos na terra, os neandertais, encontraram nas cavernas onde eles viviam modo de vida por àqueles nossos primeiros pais e irmãos que já denotavam um mínimo de educação e higiene. Necessidades fisiológicas, restos de alimentos e partes mortas do couro que serviam de roupas e agasalhos eram retirados e depositados em locais fora daquelas primeiras residências de que temos notícias. Já era o mínimo de educação, consciência e responsabilidades que todos haviam de ter para organização de uma sociedade. A base de alimento deles era a carne.

Em Propriá, no Mercado Municipal da carne, o fato de um pobre cão faminto se aproveitando do momento em que o proprietário da mercadoria não estava presente, saciava por curto momento sua fome, é motivo para vergonha de todos nós. O animal, sem a medida da consciência, aproveitou a ausência do trabalhador que descarregava a carne, do fiscal que, em tese não pode estar em todos os locais do mercado ao mesmo instante, haja vista a demanda de trabalho ali executada e de qualquer outro cidadão que pudesse lhe repelir dali, foi fotografado ladrando um pedaço de carne. A fotografia ganhou as redes sociais, onde foi reproduzida por muitos sem a ter a devida noção do quanto de estrago a situação provoca expondo toda uma sociedade questionando seus valores. Nada é mais perverso que o próprio ser humano.

A situação no Mercado, em relação ao fato de animais viverem ali livremente nele, colhendo migalhas para se alimentar não é de agora. São matilhas e matilhas que ali vivem e até alimentados nas imediações por muitos que fazem uso de vendas. É comum ver cães disputarem restos de carnes, vísceras e ossos em meio ao povo que fazem suas compras de aos sábados. A gestão do Prefeito Iokanaan Santana implantou o Centro de Zoonoses no Município como forma de manter a política pública de Saúde nessa área funcionando a contento. Propriá tornou-se pioneiro em castração de animais de pequeno porte no Estado de Sergipe. A gestão atual vem mantendo os serviços, a sociedade deve fazer sua parte.

De forma irresponsável, inconsciente e sem os mínimos valores de educação e responsabilidade, não conseguiremos ser uma sociedade evoluída. Nesse aspecto de atualidade veremos que, se olharmos lá de onde viemos, das cavernas, parece que nossa evolução precisa olhar para o neandertais.

Por Adeval Marques

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