Crítica: Chega de cerca! Devolvam a Crôa dos Pintos ao povo de Propriá

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A temperatura dos últimos dias tem feito com que banhistas procurem o banho nas águas do Rio São Francisco para se refrescarem do calor de mais de 35 graus. Com as margens do rio praticamente tomada por cercas de arames, frutos de invasões irresponsáveis, o que resta ao banhistas são pequenos espaços que são disputados como ouro.

Nesse aspecto vemos surgir como opção para o banho um pequeno córrego, que foi aberto recentemente por máquinas de dragagem para bombear água para as bombas de irrigação dos lotes da Codevasf. É o sobrou do caudaloso Rio São Francisco circulando a Crôa dos Pintos. Lamentavelmente, adultos, idosos e crianças se misturam com animais numa margem estreita que têm por limite o arrame farpado disputando um simples espaço para tomar um simples mergulho. O córrego é o que resta para o povo simples.

Numa visão mais questionadora nos perguntamos se tal situação de ter esse espaço cercado como invasão é do conhecimento da Justiça, no caso o Ministério Público. Na década de 1980 a Crôa dos Pintos era um espaço público onde toda população fazia uso dela. Banhos, jogos de futebol, piqueniques, treinos de Karatê, exercícios físicos e pontos de encontros de casais eram registrados ali. Era também um grande espaço de turismo.

Hoje as cercas impedem o uso do espaço. Ela deixou de ser pública para ser uma propriedade privada. A devolução desse espaço ao povo consiste em um bem para toda sociedade. É uma questão que deve pertencer ao interesse do Poder Executivo, Legislativo e Judiciário e Marinha. A imprensa local já se manifestou em favor da ação. Se de um lado da margem existe apenas um córrego, na outra o rio continua correndo com água limpa e transparente. Basta remover as cercas desse espaço público. É só questão de boa vontade dos entes citados. Chega de cerca: devolvam a Crôa dos Pintos ao povo de Propriá.

Redação/foto Adeval Marques

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