Podemos? A bola da vez, A herdeira, paz por um fio, Eleição adiada

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PODEMOS?

Quando esse colunista noticiou a possibilidade da saída do governador Jackson Barreto e sua trupe do PMDB, causou rebuliço em muitos leitores que acompanham diariamente minhas análises políticas. Pois bem, hoje o que se vê é algo bem real e não fantasioso como muitos afirmaram. JB pode sim deixar o PMDB a qualquer momento, e fará isso de forma respeitosa com a legenda, que o abrigou durante os anos de chumbo da ditadura.

O Podemos (antigo PTN) comandado no estado pelo ex-prefeito Sukita, nasceu no estado pequeno e levou toda a ignorância de Sukita para TV e o Rádio. Com a possibilidade JB assumir, Sukita pode perder o status de presidente da legenda. Até porque sabemos que a força política de JB é grande, por se tratar de um governador, e a direção nacional do PODEMOS não pensará duas vezes antes de tirar Sukita do comando. E cresce as chances da entrada de André Moura no PMDB com a saída de JB. Confirmado pelo Estadão que o senador Romero Jucá convidou mais uma vez o deputado André Moura para a presidência do PMDB Sergipe.

A HERDEIRA

A família Alves anda bastante preocupada com o fato de que a idade já passa muito entre o casal João e Maria. Começaram muito novos na política, João começou sua vida política ainda na Universidade Federal da Bahia, já a mulher de fibra Maria do Carmo, advogada por formação, acompanha desde do início João nas suas empreitadas. Hoje, o poderio da família Alves não é mais como antes nos dias de glória em que seu patriarca João Alves tinha o estado todo sob seu olhar e influência. As bases eleitorais são poucas e bem fiéis, mas o que impera ainda é a falta de renovação e de compromisso de muitos políticos da velha guarda.

O povo sergipano almeja novos líderes, políticos capazes de aglutinar pessoas com diferentes ideias e conseguir alcançar os patamares mais altos da representação política. Ana Alves, jornalista e uma das filhas do casal João e Maria, deverá ser anunciada em breve como herdeira natural do espólio político dos seus pais e receberá de forma republicana em um ato solene a presidência do DEM Estadual. Ana é a mesma que um dia já foi casada com Mendonça Prado e com quem tem filhos. É a mesma Ana que não suporta Eduardo Amorim e André Moura. Possa ser que não tivesse sido preparada para assumir tão importante responsabilidade, agora Ana torna-se novo quadro político e terá como todos que iniciam na vida pública, mostrar seu valor e liderança conquistada tão arduamente pelos seus pais em mais de 40 anos de vida pública.

PAZ POR UM FIO

Quando a deputada Ana Lúcia e o ex-deputado Rogério Carvalho fecharam aliança para saírem unidos em bloco na disputa pelo comando do PT, tanto a nível estadual quanto a municipal, o que se viu foi uma cortina de fumaça em cima de brigas e discórdias de ambos os lados. A estimada professora Ana Lúcia nunca foi lá fã de Rogério e sempre combateu a sua influência política ainda nos tempos de Marcelo Déda. Já Rogério por sua vez sempre articulado, nunca deixou nenhuma pergunta sem resposta, sendo até rotulado de autoritário e prepotente por setores da mídia em algumas ocasiões.

E agora, depois de pouco tempo juntos vem mais um processo eleitoral as portas em que o futuro do país e do estado estarão em xeque. Dessa vez, a antecipação em colocar logo o nome em disputa foi de Rogério, quando divulgou de forma mansa a pretensão de disputar uma das vagas ao Senado ou na chapa majoritária. Ana Lúcia, Iran Barbosa e demais membros da tendência Articulação de Esquerda, não gostaram nem um pouco da atitude e foram logo afirmar que não é bem assim que leva o carro de bois. Houve até retirada do plenário durante reunião que acontecia do PT dias atrás, agora membros da AE querem interferir nesse anúncio e levar o caso a nacional custe o que custar, e declarar guerra contra Rogério e seu grupo. Agora veremos quanto tempo a Paz permanecerá, com esse novo capítulo envolvendo a já maculada imagem do PT.

ELEIÇÃO ADIADA

Conforme informado por esse colunista de que o atual presidente do SINDISAN (Sindicato que representa os trabalhadores da DESO), Sérgio Passos tem um parentesco com o secretário da Fazenda, Josué Modesto dos Passos e isso estaria atrapalhando muitas ações da entidade sindical, bem como a falta de representação frente as demandas da categoria. Foi citado também a forma como a atual gestão, estaria manipulando o processo eleitoral com o intuito de continuarem no comando do sindicato no próximo quatriênio. Assim, a justiça em decisão unânime adiou as eleições do SINDISAN, até que se apure as denúncias apresentadas por outras chapas que estão em disputa, e temem serem prejudicados por Sérgio Passos e seus diretores.

Com essa decisão, os servidores da DESO devem esperar mais um pouco até que a justiça marque uma nova data para as eleições do seu sindicato, fazendo jus a escolha direta dos seus representantes sindicais. A Coluna Observatório estará acompanhando de perto o desenrolar das eleições do SINDISAN e os desmandos do presidente Sérgio Passos.

A BOLA DA VEZ

O deputado André Moura não é nada bobo. Tem feito o estilo político de quem ajuda ganha mais na frente. Sabe mexer bem as peças do seu tabuleiro, e não tem táticas de xingamentos ou acusações na mídia. Acha no seu íntimo que é perca de tempo e de votos também. Deseja ser lembrado como o parlamentar que mais trouxe investimentos para Sergipe, mesmo não sendo o governador. Mostra-se um exímio republicano de carteirinha e tem cativado prefeitos de diversos partidos, inclusive do PMDB e PT, a quem antigamente diziam que eram fiéis em suas posições.

André tem causado ciumeira e descompasso na base governista e na oposição. E como diz o ditado popular “O pior ciúme é aquele de macho que corroí tudo e não fica nada vivo”. Mesmo com o governo Temer passando por maus bocados, sendo investigado e todos os dias nas manchetes dos jornais, André aproveita o pouco tempo que tem para trazer cada vez mais recursos. O mesmo recebe desde Edvaldo Nogueira, passando por Jackson Barreto e até o vereador Palhaço Soneca, que ultimamente tem participado bastante da comitiva do líder do governo.

Todo esse prestígio tem um objetivo que é disputar cargo político em 2018, sendo a reeleição, senado ou até mesmo na chapa majoritária. André é paciente, sabe esperar e sabe mais ainda jogar o jogo político. Mesmo assim o líder do governo Temer terá que manter a boca em silêncio, se quiser galgar outros espaços no próximo pleito, até porque política não se faz sozinho, sem grupo ninguém vai a lugar algum.

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