“Um erro colocar figuras que não contribuem e que não pensam no desenvolvimento de Propriá”, Vereador Aelson

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A reportagem da Folha de Sergipe prossegue com a série de reportagens sobre os primeiros cem dias das administrações municipais em Sergipe. Desta vez, o entrevistado é o vereador e presidente municipal do PSD, Aelson Publicidade.

Aelson é empresário e, foi reeleito para o terceiro mandato na eleição municipal de 2016, totalizando 541 votos.

  1. Como o senhor avalia os 100 primeiros dias da atual gestão?

Como toda gestão administrativa precisa de um tempo para tomar entendimento das situações e começar a andar, a gestão do prefeito Iokanaan Santana teve seus primeiros cem dias engatinhando no sentido de que toda equipe tivesse em suas mãos o quadro das situações para de fato saber como prosseguir adiante. Ele montou sua equipe com homens de bem, mas vejo que precisa rever alguns setores da gestão que tem dificuldades de fazer com que a gestão ande. A Câmara Municipal vem cobrando agilidade nesses setores e vamos continuar. Ainda não vislumbramos nenhuma medida nesses quatro meses que tenha sido algo impactante.

Os assessores do prefeito precisam ajudá-lo. Temos uma licitação se arrastando há meses e a cidade necessitando de reparos nos paralelepípedos; coisas simples como lâmpadas não estão tendo respostas com a rapidez que deveria. Discussão de aumento de impostos numa situação dessas onde há falta de emprego e geração de renda é coisa que o povo não suporta. A Reforma Administrativa precisa ser revista no viés de redução de secretarias e cargos puramente figurativos. Há quem trabalhe muito na gestão e há quem seja meramente figura no tabuleiro. O nome de Iokanaan é leve. É um homem de bem e o povo de Propriá depositou nele confiança para começar a mudança que o Município precisa para o desenvolvimento histórico.

A Câmara Municipal tem feito o seu papel buscando orientar, porém, fazendo também cobranças importantes. Acredito que aos poucos as coisas irão se desenrolando naturalmente, mas no momento ainda vejo a gestão travada, porém, quatro meses é pouco para deflagrar uma avaliação negativa da gestão. Vamos aguardar.

2) Quais os principais erros da atual gestão?

Não posso enumerar erros. Não sou dado a fazer juízo de valor. O que acredito, como afirmei anteriormente, é que a equipe ainda esteja se entrosando. Um erro da gestão é não ter um homem que articule entre a Câmara e Executivo; precisa rever assuntos que lidam com contenção de despesas como é o caso da Reforma Administrativa que cria mais secretarias e cargos quando pode fazer junção economizando dotação orçamentária para essas novas secretarias e secretários.

O Município precisa enxugar gastos. Criação de impostos é um erro no atual quadro de crise. Será um erro repetir o passado de outras gestões. É um erro colocar figuras que não contribuem e que não pensam no desenvolvimento de Propriá. Se vários aspectos não forem observados, ai sim, serão erros à serem enumerados no futuro.

3) Na condição de presidente da Câmara de Vereadores, o que o senhor tem feito para aproximar os edis da população?

Acredito que um dos meus maiores legados como Presidente nas minhas três gestões à frente dessa Câmara Municipal é a paz. Em todas elas eu administrei com a paz colocando ao meu lado todos os demais vereadores. Nessa gestão de 2017 até 2018 não será diferente. Meu segundo legado é o de representar, com transparência, o nome de todos que fazem parte dessa Câmara Municipal. Como trabalho de aproximação da sociedade com os vereadores, edis, tenho a dizer que as Sessões são transmitidas via rádio através de duas emissoras de rádio locais onde os vereadores podem ser ouvidos expressando sua fala e trabalho para população e de acordo com suas convicções, obedecendo ao Regimento Interno.

Temos canal de abertura na Casa onde a população pode falar com os vereadores. As sessões itinerantes estão sendo feitas nos interiores, disponibilizamos um site da Câmara que o cidadão pode acessar e baixar as leis, emendas, requerimentos, e outras apresentadas por seus vereadores, competindo a eles o demonstração de seus trabalhos. A Câmara Municipal têm feito dessa forma a aproximação do vereador com a população. O restante ocorre ou compete a eles, ou seja, é por conta de cada um melhorar sua imagem e conceito perante a sociedade através da demonstração dos seus próprios trabalhos.

É por isso que eu citei sobre meu estado de paz porque estou ciente do meu dever e tenho cumprido com minha administração e todos os vereadores sabem disso. Todos tem as mesmas oportunidades na Casa. Vou terminar meu mandato em paz com todos.

4) Qual o quadro funcional da Câmara e se há a possibilidade da realização de concurso público?

Temos o quadro que a Câmara Municipal necessita para seu funcionamento amparado na legalidade das leis. Sobre a possibilidade de concurso público o TCE vem falando desse assunto não só nesta Câmara e sim em várias outras do Estado.

5) A cidade de Propriá está ausente das discussões no plenário da Alese. O senhor defende que a classe política propriaense abrace um nome local?

Há três eleições que eu voto com um único deputado, que é Jeferson Andrade. É uma pessoa que eu considero amigo de verdade como se fosse da minha família. Até o momento e na atualidade, e não é só eu que penso assim no mundo político local, não temos ninguém que tenha feito um trabalho de apresentar em 2018 com o intuito de ser um representante de Propriá e do Baixo São Francisco na Assembleia Legislativa do Estado. Ninguém tem um projeto de representar, nem defender e muito menos buscar soluções para o desenvolvimento dessa região que vem sofrendo há várias décadas. Não foi construído, pelo menos que seja do meu conhecimento e dos amigos que conheço, um projeto de futuro para Propriá.

Era preciso que um trabalho nesse sentido, por quem pleiteia-se, viesse sendo feito há um certo tempo amadurecendo a população, lançando para o conhecimento público suas ideias, abrindo um diálogo, articulando e demonstrações ao povo a esperança de ter esse representante local. Ninguém fez esse trabalho até agora. Se de repente um nome surgir nesse sentido, sem ter feito esse trabalho, sem ter defendido Propriá e o Baixo São Francisco e nosso povo, sem a construção de um projeto para Propriá no sentido de ter esse deputado, acredito que não vá emplacar porque a realidade política vem deixando o povo assustado.

Por motivos como esse não temos ninguém que tenha feito um trabalho de apresentar em 2018 com o intuito de ser um representante de Propriá e do Baixo São Francisco na Assembleia Legislativa do Estado. Sou um sujeito franco e fiel. Esse é minha decisão, eu apenas voto em Jeferson Andrade.

6) O senhor é pré-candidato em 2020 para prefeito?

Por três vezes o povo me escolheu como Vereador. Por três vezes fui Presidente da Câmara Municipal e acredito que fiz o meu papel dando o melhor que pude. Nunca afirmei que tenho essa pretensão. Se andam colocando meu nome com essa pergunta a responsabilidade é de quem a faz. Se estão colocando meu nome eu agradeço, porém, acho muito cedo para debater essas questões e no momento estou concentrado no meu mandato de vereador e de presidente. Nesse momento eu estou muito preocupado com a situação do Município que não se desenvolve há mais de 30 anos.

Estamos parado enquanto outras cidades da região Sul alavancam sua economia e outros aspectos sociais. Colocar pretensões políticas antes de concluir meu trabalho seria irresponsável de minha parte. Eu venho me esforçando para convidar a sociedade sobre pensar sobre qual a Propriá que queremos para o futuro. Nossos jovens, nossa velhice, a economia, educação, saúde e segurança, lazer e principalmente geração de emprego e renda, tudo precisa ser repensado. Minhas palavras podem não serem entendidas agora, acredito que no futuro serão valiosas.

Para Propriá se desenvolver é preciso um projeto maior que deve começar agora e lá na frente discutir esse representante. Eu ainda estou na missão de vereador e agradeço a pergunta, mas, minha resposta que por enquanto estou focado em meu mandato e contribuir com Propriá e meu povo.

Por: Folha de Sergipe
Fonte: Site Folha de Sergipe

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