Análise: erro de afastar Prefeito Américo pode colocar campanha de Paulo Dantas na derrota

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O estrategista militar, Sun Tzu, definiu bem o que vem a ser estratégia. Para ele “A estratégia sem tática é o caminho mais lento para a vitória. Tática sem estratégia é o ruído antes da derrota. – Sun Tzu. 

São indícios fortes de que a campanha de Paulo Dantas naufragará por falta desse conhecimento natural que é desenvolvido através da experiência de vida que vamos adquirindo ao longo do tempo. Com isso o nome que mais se fortaleceu foi o de Iokanaan Santana que têm aliados do peso como de Renatinho e outras figuras influentes no Município.

Análise

A campanha do candidato do DEM, Paulo Dantas, tinha tudo para ser vitoriosa, não fosse alguns erros que foram cometidos na própria base colocando-a em situação de dificuldades de estratégias.  O pior erro foi ignorar, logo no começo da empreitada, o número de votos que o Prefeito José Américo Lima (PSC), poderia somar na campanha. Desprezaram Américo. Faltou estratégia política.

Razões colocadas como algumas faltas na maneira como Américo vem gerindo sua administração pública foi um dos principais argumentos ditos. Ignoraram que, há os que simpatizam com ele e os que não. Entretanto, os leitores da política local defendem que Américo ainda mantém aos seu lado grande número de eleitores que lhes acompanha. A prova disso é a eleição para Deputado quando conseguiu garantir quase cinco mil votos ao seu candidato. Será que os perdeu de vez? Bem que faria a diferença esperada se ele estivesse dentro com afinco.

Ao abrir mão da candidatura de Ninha da Feira (PSDB), para ceder em favor do DEM, liderado pelo empresário José João Nascimento, o Prefeito Zé Américo deu prova de que não tinha projeto pessoal e sim de coletividade. Paulo Dantas substituiu Ninha da Feira estimada pela ideia de que haveria forte coesão em seu favor porque gozava do apoio de Zé João que mantém boa imagem social e empresarial no Município. A falta de estratégia vem mostrando o contrário.

Alguns articuladores da campanha de Paulo, por que desconhecem sobre “estratégias” e “articulações políticas”, trabalhando ainda de certa forma “arcaica”, insinuaram que o Prefeito não era “bem vindo” ao “entrar em algumas residências” e assim decidiram por seu afastamento e ainda o da sua esposa da frente de campanha. Tal situação gerou constrangimentos e desconforto ajudando a protagonizar o quadro atual de dificuldades. Zé Américo não poderia ser afastado e “toda ação tem uma reação”, principalmente se essa ação for equivocada. Nada é mais forte para um homem que suas convicções, seus valores e sentimentos.

Como Prefeito fica obvio que Zé Américo não conseguiu fazer as mudanças que Propriá precisa para reencontrar o seu desenvolvimento social e motor. Nem o próximo Prefeito o fará. Tal reconstrução é um projeto de no mínimo trinta anos porque os erros vêm de sucessões anteriores. Existe outros fatores que ajuda no quadro atual. Um deles é a crise no País; redução de receitas e crescente desemprego e problemática social. São situações que o próximo gestor terá que administrar com competência numa visível falta de recursos já anunciada pelos órgãos que medem índices de economia e pela própria imprensa oficial do governo que não estimula o crescimento com larga taxa de desemprego. O próximo Prefeito administrará dificuldades.

Numa disputa política ganha quem tiver maior poder de agregar. Política é grupo, união de pessoas que defendem o mesmo “projeto”. Não se pode “desprezar” nenhum voto, quiçá, mais de dois mil. O Prefeito Zé Américo ainda mantém em suas mãos um bom número de eleitores que lhe segue. O afastamento de Américo da campanha foi um caso de má orientação, faltou pensamento estratégico e político, faltou amizade e valorização para com ele. Sejam quais forem os argumentos, é importante que se diga que ele ainda possui em suas mãos o poder da máquina pública e só sairá da Prefeitura Municipal no dia 31 de dezembro de 2016 quando passará a Faixa de Prefeito ao próximo Gestor Municipal.

As “forças” que provocaram o afastamento de Américo da campanha de Paulo Dantas e Ninha da Feira ignoraram que ele poderia ser muito útil dentro do contexto. A reação disso é que houve quem se indignasse em favor dele; houve muita dissidência para o lado de Iokanaan Santana. Há ainda “àqueles” que se mantém dentro da campanha de Paulo apenas para “constar na foto” […]. São os efeitos do afastamento de Américo. Paulo vem fazendo uma campanha de dificuldades porque também existe uma “torre de babel” dentro da base que coordena e articula. Um exemplo disso é à saída de André Fontes da frente da Coordenação.

Chegamos na semana de reta final de campanha. No próximo domingo, dia 02/10, Propriá estará comemorando a vitória de mais um Prefeito eleito de forma democrática através do voto. É nesse clima de comemoração que alguns estarão rindo e felizes porque fizeram o “dever de casa” de forma correta. Já outros estarão amargurando a derrota e analisando “onde foi que erraram”. Numa só frase pode ser: “Erro de estratégia política”. Era tudo que os adversários políticos queriam para já sair na frente. Erro crasso.

Estratégia é tão importante que, desde a antiguidade, o homem procurou criar fórmulas para vencer obstáculos e lidar com situações extremas, naturais e adversas no dia a dia. Quer fosse numa simples caça de animal, no enfrentamento de grandes jornadas e na rivalidade de guerra com outros grupos de indivíduos. A estratégia é mãe da técnica. Ela é imprescindível para “vencer”.

Por definição a palavra “Estratégia” é “A arte de aplicar com eficácia os recursos de que se dispõe ou de explorar as condições favoráveis de que porventura se desfrute, visando ao alcance de determinados objetivos”.

Mesmo fiel Américo diz que continua apoiando a campanha de Paulo e Ninha. O pior é que não há tempo para reverter algumas situações que poderiam ser melhor refletida e orientada. Tal erro grave que se verifica agora pode colocar a campanha de Paulo Dantas na derrota e a culpa não foi de Américo.

Da redação
Adeval Marques
Graduado em História/UNIT
Membro do CCP: Centro de Cultura de Propriá

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