A VITÓRIA PÍRRICA NA POLÍTICA

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Conta-se que o rei Pirro do Épiro (uma das 13 regiões modernas da Grécia) após vencer uma guerra contra os romanos na Batalha de Heracléia, em 280 a.C., e na Batalha de Ásculo, em 279 a.C., afirmou, em função das perdas irreparáveis para conseguir a vitória que “uma outra vitória como esta o arruinaria completamente”. Pois ele havia perdido uma parte enorme das forças que trouxera consigo, e quase todos os seus amigos íntimos e principais comandantes.

Fonte: Wikipédia.

Por Erasmo Lopes

Certas vitórias são conseguidas com grandes dispêndios e que, em função disso pode-se perguntar: “Valeu apena tal vitória?”.

Vemos na política grandes somas sendo gasto para que políticos sejam eleitos. Mas será que vale apena gastar uma quantia em que somando-se o salário dos quatro anos de mandato não cobre tal despesa? A menos que se trate de um magnata que tenha resolvido, de forma altruísta, ser útil a seus cidadãos, ou mesmo que por egoísmo, para mostrar que ele é o cara, alguém vai pagar o preço dessa “vitória de Pirro”.

Mesmo que os gastos venham de doações de campanha, ninguém é tão bonzinho para sair por aí dando grandes somas de dinheiro simplesmente porque gosta e/ou acredita em fulano de tal. Dinheiro e favores terão de ser devolvidos. E aí começa a má administração pública: prestação de favores e corrupção para levantar dinheiro. A máquina pública começa a ser cabide de empregos para retribuir direta ou indiretamente aqueles que apoiaram tal político. O problema aí é que quando se emprega alguém nessas condições, os requisitos básicos necessários para os cargos preenchidos dessa maneira, são postos de lado. E o resultado? O resultado é o péssimo atendimento por pessoas despreparadas e a má prestação de serviços por pessoas desqualificadas. E com Isso perde a população e são prejudicados aqueles que passam a vida estudando e se preparando fazendo cursos para conquistar uma vaga no mercado de trabalho, fazendo concurso e mais concurso. Jovens inteligentes e estudiosos são menosprezados, e veem verdadeiras lesmas no serviço público. É claro que há os competentes, mas a forma como isso se dá é ridícula. Pais e mães se matam para preparar um filho, esperançosos de o verem bem empregados, e se deparam com um sistema que privilegia alguns preguiçosos e puxa-sacos.

No que se refere às doações de campanha nem se fala. Como tem custado caro para o cidadão. Doação de campanha, quando (e geralmente) de má fé, é uma das maiores geradoras de corrupção na administração pública. Político que se vende às doações e aos favores interesseiros decreta a ruída de sua administração.

A “Vitória de Pirro” na política, é igual à saúde, educação e segurança, entre outros, às baratas.

Por Erasmo Lopes
Propriá – Sergipe

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