Congresso Nacional fará nova reforma eleitoral

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Ideia é reduzir número de partidos políticos e rediscutir financiamento às campanhas eleitorais

Pois, sim.

Senadores e deputados federais vão discutir em caráter de urgência uma reforma na minirreforma eleitoral, elaborada e aprovada pelo mesmo Congresso Nacional há menos de um ano. Falam que agora seria uma reforma política, mas em 2015 a pauta era a mesma e acabou se transformando apenas em algumas mudanças na lei eleitoral. Evidentemente que seja qual for o resultado, só vai valer para a eleição de 2018 ou mesmo 2020.

Querem reduzir o número de partidos no país, a partir da criação de uma cláusula de desempenho mínimo e da proibição de coligação entre as legendas para as eleições parlamentares. Outro assunto que deve entrar em debate e que preocupa todos os partidos é o financiamento público das campanhas, agora que as empresas não podem mais fazer doações aos candidatos. Ou seja, está mais para voltar o financiamento privado, do que fortalecer o financiamento público.

A ideia é reunir os partidos médios e grandes para conseguir aprovar essas medidas.

Estão no topo dessas articulações os senadores Renan Calheiros (PMDB) e Aécio Neves (PSDB) e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM). Ontem, Renan e Rodrigo sentaram para conversar sobre esse assunto e definiram que será criada, já, uma Comissão Mista Especial para tramitar essa reforma e aprovar as tais mudanças até janeiro.

Nada como uma reforma atrás da outra na política brasileira, e tudo como dantes, no quartel de Abrantes.

Em tempo: a questão esbarra na resistência de pequenos partidos, muito mais, para a maioria deles, por conta das verbas partidárias, penso eu. Para se ter uma ideia, o recém-criado Partido Ecológico Nacional (PEN), com apenas dois deputados na Câmara Federal, receberá R$ 5,8 milhões este ano.

É aguardar, acompanhar, e rezar pelo Brasil.

Por Cada Minuto, com informações de O Globo

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