As influências musicais em nossa região”

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Qual o melhor estilo?

Analisar determinados estilos musicais não é desvalorizar ritmos ou artistas, e sim optar pelo que realmente nos faz bem. Não é difícil perceber o ritmo mais tocado em nossa cidade e região.

O “arrocha” é um ritmo baiano que conquistou rapidamente uma legião de fãs, mesmo porque quaisquer eventos realizados com este ritmo é certeza de “casa” cheia, principalmente em Propriá, onde muitos músicos cantam e tocam muito bem o estilo do momento. Por ter se tornado muito popular, existe um grande fluxo de eventos para tal ritmo, aumentando assim a procura por artistas e bandas disponíveis para a realização de shows em cidades e povoados da região. Com isso ouvir o “arrocha” se tornou rotineiro também nas FM’s. Por curiosidade fiz um levantamento e tenho certeza que, de 10 ouvintes que ligam pedindo músicas, 7 são para pedir a “febre” regional do momento.

Eu sou um amante da Música Popular Brasileira (MPB), e isso de uma forma abrangente, óbvio que tenho minhas predileções, porém ouço vários ritmos. Mas em nossa região é muito difícil eventos diferenciados, com estilos que influenciem e fomentem a cultura. Quase sempre são os mesmos eventos, só mudam de local e as vezes de artista. Mas se não for o “arrocha” é um musical, que sempre parte para o mesmo estilo.

Precisamos incutir nas mentes jovens que existem outros universos musicais, e precisam ser explorados. Em Propriá, há alguns artistas que se apresentam em bares, e têm uma qualidade musical maravilhosa, porém poucos são convidados para participar de eventos, mesmo que sejam privados, pois muitos produtores acham que cultura não dá lucro. Com isso insisto em dizer que, “cultura tem que ser de graça, é um direito de todos, o certo é valorizar os artistas, pagando um cachê digno pela apresentação, dar todo suporte para o artista se apresentar em praça pública, isso merecia virar rotina em nossa cidade e ou região”. Aí sim a população não viveria alienada em um estilo musical. Mas algumas “pessoas” visando lucros, contratam artistas para tocar sempre o mesmo.

Infelizmente não sabem a verdadeira essência de ouvir música de qualidade, e assistir verdadeiros espetáculos de interpretações, mesmo porque são estilos para quem tem sensibilidade.

Por esses motivos, percebo que acontecem poucos ou nenhum evento desse porte, com shows que têm uma forte influência cultural a nível regional ou nacional.

Eventos de “massa” têm sempre o mesmo formato, tumultuados e barulhentos, assim não dá pra pensar, refletir ou viajar na poesia musical.

Administrador do G.H.M;
Renison Felix Alves

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