DESELEGÂNTE E INFELIZ: REPÓRTER CLEVERTON MACEDO DA TV SERGIPE CHAMA POVO DO INTERIOR DE “TABARÉU”

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Foi no mínimo deselegante a frase citada pelo Repórter da TV Sergipe, Cleverton Macedo, durante a edição do jornal de TV “Bom Dia Brasil”, referir-se aos moradores do interior do Estado de Sergipe por “TABARÉUS”.

Para o Professor em História, Adeval Marques, Graduado em História/Unit, a situação é lamentável e se bem coloca em seu contexto de conceito a palavra tem mais sentido para desqualificar e macular a imagem do homem do interior do que ser simplesmente uma “colocação de vício lingüístico ou de tratamento”.

Segundo o Dicionário Michaeles, um dos maiores em números de verbetes da língua Portuguesa, o conceito para tabaréu é: “tabaréu
ta.ba.réu
sm (tupi tabaré) 1 Recruta mal exercitado. 2 Homem acanhado, tímido. 3Caipira, matuto, sertanejo. 4 Indivíduo que se embaraça no falar. 5 Pessoa que desempenha mal as obrigações que se acham a seu cargo. 6 ant Oficial ordinário ou mandrião. Fem: tabaroa (ô).”.

A posição do Repórter da TV Sergipe, Cleverton Macedo, mostra claramente o preconceito para com o povo do interior de Sergipe que vem lutando a anos com suas dificuldades para conseguir ser enxergado não só como povo sofrido que lhe faltou uma política mais séria de atenção ou invés do exílio que política lhe deu ao longo dos anos. Pede-se mais respeito ao povo do interior.

Em Canindé de São Francisco, Nossa Senhora da Glória, Poço Redondo, Propriá, Monte Alegres, Porto da Folha, Amparo do São Francisco a postura do Repórte da TV Sergipe, Cleverton Macedo, não foi bem aceita e houve quem se manfestasse afirmando: “Eu não sou tabaréu”.

“Cleverton Macedo, nós não somos tabaréu)s). Nosso jeito simples vêm de uma cultura ancestral da qual nos orgulhamos. Somos simples, pacatos e ordeiros. Hoje não só plantamos ou criamos gado como também estamos nos bancos das Faculdades, nas grandes funções; somos Doutores exercendo cargos de juízes, advogados, Professores de Universidades, empresários bem sucedidos, etc. Estamos na política, igreja e geramos mais de um terço da riqueza do nosso Estado de Sergipe. Somos tabaréus? Somos mais que isso! Somos gente!”.

Deveria no mínimo que a própria TV Sergipe manifeste-se sobre o assunto e que uma retratação na própria emissora por respeito aos povo do interior de Sergipe fosse publicada ou dita pelo próprio senhor Cleverton.

Foi deselegante e infeliz e questionável o seu papel enquanto promotor da informação pela TV Sergipe, aliás, muito assistida pelo povo do interior.

“Nós nãos somos tabaréus”.

Da redação
(79) – 9-9830-0406 (Whatsapp)

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