PROPRIÁ: SUPERINTENDENTE DA SMTT ENVIA “NOTA DE ESCLARECIMENTO” E CONFIRMA PARTICIPAÇÃO NA CÂMARA MUNICIPAL

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Propriá(SE): O Superintendente da SMTT da cidade de Propriá publicou Nota de Esclarecimento em repúdio ao áudio de gravação que tenta lhe envolver em situação constrangedora sobre multa de trânsito.

Ao enviar a Nota de Esclarecimento o Superintendente confirmou que estará atendendo a solicitação do Presidente da Câmara Municipal, Vereador José Aelson dos Santos, no dia 19/05 onde estará prestando esclarecimentos a sociedade acerca da situação.

Da redação
Por Adeval Marques

NOTA DE ESCLARECIMENTO

No dia de ontem, em vários grupos de WHATSAPP, circulou um áudio de uma conversa entre Eu, Jorge Luiz da Conceição e o Senhor JAILTON MAX KEMPLE DOS SANTOS (conhecido como Max Sat  em toda a cidade de Propriá). Venho por meio desta nota, explicar o teor do áudio:

No dia 05 de outubro de 2015, José Ailton Pereira, agente da SMTT, levou ao meu conhecimento a situação de um amigo dele, o senhor Luciano José Nascimento, Tenente coronel da PM e ex-comandante do Segundo Batalhão da PM em Propriá.

A situação em questão era que o mesmo tinha vendido o veículo de placa policial NVG-8701 – HONDA BIZ 125 ES ao senhor Max Sat, mas ao comprar esse veiculo, começou a cometer infrações de trânsito e que por contas dessas infrações, teria seu direito de dirigir suspenso, já que elas somavam 28 pontos na sua CNH.

Em conversa telefônica com Luciano José Nascimento, sugeri que o mesmo apresentasse a comunicação de venda junto ao DETRAN, mas me disse que não há tinha feito, sugeri então que ele solicitasse ao comprador do veículo que assinasse as notificações no local indicado como real infrator, para que assim o comprador assumisse a pontuação.

Recebi das mãos do mesmo agente que intermediou a minha conversa com o Tenente, os NAITs assinados pelo senhor Max e a cópia da CNH do mesmo, mas o senhor Max Sat, assinou no local errado (no lugar do proprietário e não do condutor). Em conversa telefônica com Luciano José Nascimento, falei sobre o caso e que tentaria ajuda-lo, já que eu era conhecedor que o veículo não mais o pertencia, e sabia ainda, que ele não tinha cometido as infrações, apenas como “erro” tinha confiado na pessoa errada. Quero deixar claro que o senhor Luciano José Nascimento, não me pediu nenhuma coisa ilícita, mas me senti sentir propenso a ajuda-lo em virtude da boa índole que ele tem e pela amizade construída nesses três anos de serviços de cooperação.

 No dia 29 de outubro de 2015, o senhor Max Sat, foi até a SMTT e em tom ameaçador e modos agressivos e sem ao menos se identificar na recepção, rompeu a barreira física entre o setor de atendimento e adentrou a minha sala, ao entrar, o mesmo portava um volume debaixo da camisa (“coisa” que parecia um revolver), o pessoal do atendimento ouvindo os gritos e o tom ameaçador do senhor Max Sat dentro da minha sala e a mensagem que passei via Whatsapp no grupo de trabalho (print em anexo), chamou a guarnição de serviço da SMTT como também a PM.

Ao chegarem à sala, tanto os policiais da PM, como guarnição de serviço da SMTT, detectaram também o volume embaixo da camisa do senhor Max Sat, os policiais fizeram a revista e encontraram embaixo da camisa, um boné de forma que parecia uma arma, reconhecidamente com o intuito de intimidação.

Após o fato, Max Sat fora liberado, foi embora. No dia seguinte (30/10), o senhor Max Sat procurou tanto o prefeito municipal como a vice-prefeita com a finalidade que eles intervissem nas questões administrativas da SMTT (fato esse que nunca ocorreu nesses 3 anos e 5 meses de trabalho na SMTT de Propriá), o prefeito ligou pra mim e solicitou que eu atendesse mais uma vez o senhor Max Sat, e que dentro da legalidade eu o ajudasse a não perder a sua CNH, pois o mesmo disse ser Caminhoneiro e precisava da sua CNH para trabalhar.

Recebi o senhor Max Sat (dessa vez chegou calmo e choroso), contou as lamurias, disse que ia perder a CNH se os pontos fossem transferidos para o seu prontuário, disse também que estava sendo ameaçado de morte pelo Tenente Coronel, disse também que Tenente Coronel (Luciano José Nascimento), tinha mandado o seu cunhado, o Capitão Bittencourt lhe dar uma surra e que se eu quisesse populares podiam provar a surra que ele levou no meio da rua. Disse ainda que estava sendo perseguido pelos agentes,  que só o  estavam o autuando por serem amigos do Tenente Coronel, e que se as multas realmente existiam não tinha sido ele que estava como condutor, pelo fato de sempre emprestar seu veículo a terceiros.

Como ele tinha assinado em local errado, sugerir ao mesmo que apresentasse os reais infratores, o mesmo disse que não tinha a certeza de quem era,  ai,  infelizmente, foi a minha total confiança e pena do sujeito na tentativa de ajuda-lo, que me fez sugeri que ele procurasse alguns mototaxistas, principalmente aqueles que estavam com dificuldades em fazer o curso obrigatório por falta de dinheiro, disse que o valor do curso estava girando em torno de R$100,00  a R$  150,00 reais  e que ele poderia ver se arranjava  três ou até mesmo os quatros para assumir como real infrator , já que o mesmo alegava não ter sido  ele quem cometeu as infrações.

O senhor Max Sat disse que não tinha nenhum contato com os mototáxistas e que se possível eu os indicasse, ou melhor, eu intermediasse para que ele resolvesse a pendência com o Tenente Coronel e se livrasse logo disso, pois estava temendo pela vida,  além do mais estava trabalhando tanto, viajando para tantos locais que não estava tendo tempo suficiente para resolver a situação, e como ele disse me ter como uma pessoa confiável, solicitou  em meio a choro a minha ajuda.

Advertir que mesmo transferindo a pontuação, as multas ainda ficariam pendentes no sistema para serem pagas e que para que efetivasse uma transferência do nome do senhor Luciano José Nascimento para o dele, precisava quita-las. Em contatos telefônicos com o Tenente sempre o colocava a par da situação e disse que Max Sat já tinha acertado de como fazer para resolver a situação.

Fui surpreendido que ao chegar na minha residência por volta das 15 horas, o senhor Max estava me esperando, disse que estava com pressa que iria viajar e que tinha saído do banco, mas infelizmente não tinha mais tempo para ir pagar as multas,  que se possível eu fizesse isso para ele. Solicitei que o mesmo entrasse na minha casa, mais uma vez, ele me contou todas as suas dificuldades e ameaças sofridas, essa conversa durou uns 10 minutos, ao chorar muito, me pediu oração, orei por ele, chorou e disse que eu estava sendo um pai e o ajudando muito, pois tinha filhos para criar e que precisava trabalhar e sua CNH era instrumento de trabalho. Pediu-me um copo de água (acho que ele usou esse momento que fui até a cozinha para ligar o gravador). Ao trazer a água, percebi que ele já estava no portão de saída da casa, começou a fazer perguntas pontuais,  coisa que estranhei, mas deixei de lado por ter sentido a emoção da voz dele e o pedido de oração.

Quando ele  já estava em cima da sua moto, voltou a falar sobre o caso e o dinheiro, como é audível no áudio que o mesmo tem espalhado nas mídias.

Depois de alguns minutos, o mesmo voltou a minha porta e disse que não queria mais a minha intervenção, agradeceu e que iria tratar direto com Luciano José Nascimento, pois estava apertado e solicitou que eu devolvesse os 450,00 reais que tinha dado para pagar as multas. Devolvi o valor e dei a conversa por encerrada.

Meses depois, já em fevereiro de 2016, um casal foi até a SMTT, por conta de um veículo que estava comprando de Max Sat, como dito por eles na minha sala, já desconfiando da índole desse vendedor, foram ver a situação do veículo. Ao emitir o extrato do veículo, percebi que se tratava do veículo de Luciano José Nascimento, disse ao casal que existiam débitos de multas  e que para uma devida transferência, os débitos deviam ser quitados.

O casal me passou que o senhor Max Sat disse que já tinha me pago à quantia para que o problema fosse resolvido, que era só era vim na SMTT e resolver o caso.

Como eu não “resolvi”, ele ligou em tom ameaçador e me fazendo chantagem disse: “SE VOCÊ NÃO TIRAR ESSAS MULTAS, TENHO UM ÁUDIO AQUI QUE VAI DETONAR COM A SUA VIDA”, eu disse: Pois, meu caro, ainda são 11 horas da manhã, o fórum fecha as 13 e os programas de rádio ainda não começaram, vá, procure os dois, quanto a mim, estou  indo agora fazer o meu dever enquanto cidadão, prestar um RPO por chantagem e extorsão, coisa que não aceito.

 Sai da SMTT e fui até a delegacia onde fiz o RPO número 2016/06581.0-000212, ao ser intimado, o senhor Max Sat,  disse em sua oitiva que eu tinha pedido propina a ele para tirar as multas. Quando questionado pelo delegado porque iria pagar uma propina de R$ 900,00 reais quando o valor das multas era de  R$ 600,00, ou seja um valor superior ao devido; Outra questão foi o porque o senhor Max Sat não procurou a delegacia para relatar o fato do Superintendente da SMTT lhe pedir propina, para que providências fossem tomadas. E só o estava o ouvindo,  porque foi o superintendente a dá a queixa.

O senhor Max Sat disse que não tinha procurado a justiça em Propriá por não confiar nela e por não confiar na justiça de Propriá, procurou o Ministério Público Estadual na cidade de Aracaju, onde protocolou a denúncia. Disse também que a TV Sergipe já tinha comprado o áudio para veicular nos seus telejornais e que a maioria dos vereadores já o tinha procurado para comprar o referido áudio.

Esses são os fatos, se possível analisem a vida de cada um dos envolvidos.  Vejam quem tem vários e vários procedimentos e denuncia policiais por vários motivos. Vejam na cidade de Propriá a índole dos envolvidos, e que transmitam essa nota,  na mesma velocidade que transmitiram o áudio.

Termino com um ensinamento antigo, mas de grande valia.

“… É fácil lançar um saco de penas ao vento, difícil é, recolher e voltar a encher esse saco com as mesmas penas que foram lançadas.” (Autor desconhecido)

Essa será a minha única resposta sobre o caso. Confiarei e aguardarei que a justiça seja feita, tanto a dos homens como principalmente a de Deus.

Propriá, 06 de maio de 2016.

Jorge Luiz da Conceição

Superintendente da SMTT – Propriá

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