DE NAPOLEÃO AO DEPUTADO CUNHA E A PRESIDENTE DILMA

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O título destas linhas pode parecer estranho   ao misturar  Napoleão, personagem histórico, a um nome abjeto, o do deputado  Eduardo Cunha, e outro de alguém redonda ou quadradamente inepta, como vem a ser o caso da nossa presidente Dilma .

No caso, a inépcia  e a abjeção   ficariam resumidas a dois nomes , apenas, por uma questão de síntese, para que não se tenha de focalizar toda a extensão do desastre político que agora ameaça transformar-se, também,  em tumulto institucional.

Ensinou Napoleão: ¨A  vitória é dos

Exércitos que manobram ¨.

O revolucionário Lênin  discordou  do estrategista militar

Carl Von  Clausewitz  quando ele disse: ¨A guerra é a continuação da política por outros meios¨. Lênin, às voltas com a guerra para consolidar o poder bolchevique, preferia inverter os termos, entendendo, naquela hora, que a política era a continuação da guerra.

Mas, tanto  Lênin, líder das massas proletárias, como o conservador aristocrata  e militar prussiano,  concordariam com o conceito de manobra aplicado por Napoleão, tanto nas batalhas campais como nas batalhas políticas.

Em ambos os casos, a manobra, entendida como a arte de mover-se  procurando posições vantajosas, instantes propícios, dissimulando, usando o elemento surpresa, desconcertando o inimigo, é o fundamento essencial para que se chegue à vitória.

Na Primeira Grande Guerra ( 1914 – 1918 ) os esclerosados generais franceses apegaram-se à doutrina da guerra de posições. Enfiaram os seus soldados  atrás de  fortificações   ou  a afundar os pés na lama das trincheiras. Os alemães, diante deles, fizeram o mesmo, e começou a aniquilação mútua. Parados no tempo e no espaço exíguo dos campos de batalha, milhões morreram. Então, os plutocratas  dos bancos, das siderúrgicas, das fábricas de armamentos, entenderam que  a guerra alongada tornava-se um risco para os lucros astronômicos que auferiam, e a sempre venal grande imprensa, que  estimulara a matança entendeu, também, que era hora de parar. Fez-se a Paz de Versailles, e, com ela, plantou-se a semente para  outra guerra  mais devastadora.

No caso aqui da nossa guerra ainda somente política, os dois  lados se enfiaram cada qual nas suas trincheiras, e quando fazem algumas manobras, elas se mostram desastrosas.  Apenas ampliam a dimensão do conflito.

Tanto na guerra como na política a possibilidade de um empate inexiste. Quando se configura a hipótese de uma batalha sem vencedores ,  tanto o fragor das armas como a ferocidade dos discursos devem ceder lugar à reflexão, ao comedimento, e à busca de saídas honrosas.

Dilma não vencerá sepultando o impeachment, Temer não será vitorioso com ele. Em ambos os casos o Brasil será o grande perdedor.

Uma era pós-impeachment  seja com Dilma ficando ou Temer assumindo,  será um salto no escuro.

Nem Dilma nem Temer conseguirão governar.

Dilma,  obnubilada na capacidade de visualizar o desdobramento do quadro político, não demonstra a percepção do que seria a  permanência no  mandato, tendo contra ela a odiosidade ampliada da desproporcional  maioria do povo brasileiro .

Por outro lado, uma minoria, todavia politizada, organizada, e até mesmo aguerrida, apegada à  tese de que o impeachment é golpe, não dará descanso a um eventual governo Temer. Político com maior capacidade de percepção, ele certamente estará avaliando os perigos que rondariam a sua posse contestada , e agora, com  ele mesmo também passível de impeachment.

Diante de greves, de tumultos nas ruas, de empates nas estradas, até de possíveis choques armados, a quem iríamos

recorrer ? Ao    Bispo ?

Iríamos  bater às portas dos quartéis, para que os tanques saíssem a manobrar nas ruas ?

Esta, sem duvidas, seria a pior das hipóteses,  porque, atrás das lagartas dos blindados ficaria devastada a arquitetônica democrática,  que bem ou mal conseguimos montar. Os oficiais  de hoje,  em 64  eram crianças, ou nasceram bem depois. Eles têm uma visão moderna sobre o papel constitucional das Forças Armadas, nunca pensaram em golpe,  estão quietos e acomodados nas suas atividades e prerrogativas, com enorme deficiência de meios, e também com soldos comprimidos, mas, têm  entusiasmo com o que fazem e gostam  de fazer, por opção e idealismo.  Seriam, então, forçados  a sair para uma indesejada manobra castrense invasiva, vez que, nos parlamentos, nos palácios , recusaram-se os políticos, todos afundados nas suas trincheiras de estupidez , a manobrar, politicamente, em busca do entendimento e da paz.

COMO É MESMO O NOME DÊLE  ?

Quem saberá o nome do cidadão que administra a Petrobrás  em Sergipe ?

Seguramente, se essa pergunta for feita a cada um dos sergipanos  quase ninguém saberá acertadamente respondê-la.

É verdade que já se foi o tempo em que o Superintendente da Petrobrás em Sergipe  tinha o seu nome figurando entre as cinco pessoas mais influentes do estado. Não havia mesa de solenidade oficial para a qual ele não fosse convidado. E o Superintendente se fazia presente em tudo, era  personagem participante, protagonista de ações  da grande empresa estatal, atuando no estado  segundo produtor de petróleo do país, único,  onde o petróleo e o gás eram extraídos no mar. Essa posição foi caindo com as descobertas ocorridas em outros estados, mas os sucessivos superintendentes  mantiveram perfeita sintonia com   as metas para o desenvolvimento global de Sergipe. Eram, a PETROBRAS e Sergipe, parceiros e  protagonistas de ações que numa visão estratégica, transformavam em meta comum tanto a expansão  da empresa  como o crescimento econômico- social sergipano.

Desde o primeiro dirigente, o engenheiro Jose Francisco Sobral, a PETROBRAS associou-se fortemente aos projetos de Sergipe. Com freqüência, o superintendente reunia-se com o governador do estado e as  equipes técnicas formatando  projetos específicos da PETROBRAS transformados, todos, em objetivos prioritários de Sergipe. Assim, surgiram a Fafen, a Planta de Gás, o Porto off-shore, a grande adutora  Propriá- Aracaju, garantindo, também, o suprimento de água  para o complexo industrial da petroleira.

Esse tempo em que a PETROBRAS era a nossa única ponte entre o atraso e o desenvolvimento, evidentemente passou, mas a importância da  estatal para Sergipe permanece sendo estratégica. Por isso, é essencial que a empresa e o estado continuem dialogando, traçando    metas comuns.

Mas  esse superintendente do qual se desconhece o nome ,  não só desfez o elo que sempre existiu, como também se tornou adversário, ou mesmo inimigo  de Sergipe. Esse técnico de nome ignorado, além de ser anti-social, parece ser um irremediável misantropo, equivocadamente  apegado a uma presunção de auto-suficiência   que o faz arrogante , insensível,  e por isso incapaz de articular de forma adequada e inteligente os projetos da empresa, em sintonia com os objetivos do estado.

Esse sujeito oculto, se faz  agressivamente visível, quando se trata de prejudicar Sergipe.  Ele, o sujeito oculto, deve estar indignado, como todos os  trabalhadores da petroleira   com a roubalheira que lá aconteceu, mas  é absurda a sabotagem que faz contra   Sergipe,  que nada tem a ver com o acontecido e, pelo contrário, deu à Petrobrás técnicos  que a dirigiram com muita competência e honradez, a exemplo de  Geonísio Barroso e Jose Eduardo Dutra.

O grupo  Brenand, um dos maiores produtores de cimento do país quer instalar uma fábrica no município de Santo Amaro. É um investimento de  um bilhão de reais que vai gerar mais de 600 empregos diretos. Tudo acertado, parceria feita com o estado, e aí, entra o  inimigo declarado de Sergipe, e se opõe ao projeto, negando-se a liberar uma área onde existe um  mísero poço de petróleo que não chega a produzir 40 barris diários. Estudos técnicos demonstram que a cimenteira pode, sem prejuízo para a Petrobras, utilizar a área, dela extraindo calcário. Mas o inominado dirigente já disse que enquanto ele for o Superintendente, a Fábrica de Cimento não se instalará em Sergipe.

O governador Jackson Barreto fez um apelo à presidente Dilma. Com base num parecer técnico solicitou a interferência dela para que Sergipe não venha a ser prejudicado. A presidente ligou para o presidente da Petrobras e ele determinou ao empedernido superintendente que  resolvesse o assunto. Ele simplesmente não obedeceu.

Um subordinado que subverte e afronta a hierarquia, continuará mantendo o seu único propósito que é o de prejudicar Sergipe, sem ser exonerado?

IRINEU FONTES NA CULTURA

O ex-secretário Elber Batalha não era, como se diz, exatamente do ramo, mas, saiu-se muito bem como Secretário da Cultura. Hábil, operoso, ele fez o possível numa Pasta quase sempre à míngua de recursos.  Para substituir Elber, que tentará um novo mandato de vereador, o governador Jackson Barreto escolheu, exatamente, um artista e devotado militante cultural.

Neu Fontes na Cultura é  excelente notícia.

A  FESTA DO BURACO TAPADO

O engenheiro Ismael Silva, dirigente e ressuscitador do DENIT-SE, está convidando para uma inusitada solenidade. Será  o que se poderia chamar de festa do buraco tapado. O buraco é aquele, surgido na BR-101, pouco tempo depois de entregue o trecho duplicado, o que denota um  certo  desleixo  de quem o construiu, e, depois, o atoleiro burocrático onde afundam projetos, e com eles a reputação do Estado como gestor dotado de alguma capacidade gerencial. Quando assumiu o DENIT o engenheiro Ismael desobstruiu o cipoal de impedimentos, e contratou emergencialmente uma empresa que, por sua vez, demorou a tapar o  buraco. q Nisso, 18 meses foram consumidos.

Consertada a problemática cratera, Ismael entende que se deve inaugurar com festa o buraco tapado.

Poderá ser ato simbólico  ou  metáfora deste país onde tapar buracos constitui agora o nosso maior desafio.

JOÃO E  A CAMINHADA PELO  NOVO SHOPPING

Antes de passar o cargo para o vice Jose Carlos Machado e ir  descansar 15 dias, o prefeito de Aracaju foi visitar o  Shopping construído pelos irmãos  Marcos e Ricardo Franco que expandem o grupo empresarial herdado do pai, o sempre lembrado Antonio Carlos Franco. O novo Shopping  criará  quase mil empregos diretos.

A caminhada de João Alves pelo  vasto edifício  deve ter sido imaginada pelo Secretário da Comunicação Carlos Batalha, para tornar evidente que o prefeito está em boa forma. A Prefeitura teria assumido o compromisso de melhorar o aspecto urbano da área,  e  despoluir um fétido canal que passa nas proximidades, o que seria, além de tudo, uma divida a ser quitada com as pessoas carentes e em situação de risco,  vivendo em barracos nas margens, um cenário de miséria que  do Shopping nem será visível, porque o manguezal o esconde.

ENGENHARIA DO EXERCITO NO SEMIÁRIDO DE SERGIPE

O vice-governador Belivaldo Chagas esteve em João Pessoa para tratar no Grupamento de Engenharia, com o seu comandante o general Dantas, sobre os termos de um convenio a ser assinado para que a engenharia militar que tem excelente avaliação,  venha atuar em Sergipe. A idéia surgiu na Força Tarefa criada pelo governador Jackson Barreto para traçar uma política de intervenções no semiárido, visando o aproveitamento de recursos hídricos.

O VEREADOR E A DELEGADA

A agressividade do vereador Agamenon Sobral  parou diante da delegada Daniele Garcia. Ao ouvi-lo a delegada referiu-se a possíveis insultos que ele lhe teria dirigido de forma grosseira como é o seu estilo. Mas deixou claro que aquilo não alteraria a sua posição voltada apenas para o esclarecimento dos fatos.

Esse episódio ocorrido com o vereador  ao estilo fascistóide  de  Bolsonaro, é a maior prova de que todos os que propalam soluções extremadas, ou se colocam como palmatórias do mundo,insultando adversários, quase sempre são atores desajuizados de uma farsa recheada de hipocrisias.

OS ESCÂNDALOS DO PANAMÁ

Mal começou, o novo presidente argentino  festejado pelo mercado,  surge envolvido no escândalo,  Panamá Paper`s.  A lista imensa dos potentados e milionários do mundo lavando dinheiro ou sonegando impostos no cabaré  das finanças globalizadas, aquilo que se conhece pelo nome desvirtuado de Mercado. Macri, o argentino, é  parecido com Aécio, bem falante, festeiro, rico, farsante, e obediente ao cabaré financeiro. Mas, no Panamá Paper`s ,todos se igualam. Lá estão, por exemplo, brasileiros  de todas as matizes ideológicas, desde a esquerda à direita, ligados pelo inescapável traço de união do dinheiro fácil.

O VOTO CONTRA DE PIMENTEL

A reeleição de Luciano Bispo para a presidência da AL foi quase uma unanimidade, que, esperava-se, somente seria rompida pelo voto contra da deputada Maria Mendonça, adversária histórica do presidente agora reeleito da Assembléia, na sempre polarizada Itabaiana. Luciano Bispo vem conduzindo o Legislativo  com habilidade e espírito publico, neste instante difícil que vive o desgastado parlamento. . O voto contra de Luciano Pimentel,  do PSB, e, com efeito, do Grupo Valadares, foi uma, digamos assim, redundantemente:  ¨ surpreendente  surpresa ¨. Como em política, por trás ou à frente do fato, sempre agitam- se as versões, especula-se que o voto  de Pimentel seria o sinal de rompimento com Jackson, e a  adesão ao  grupo do homem de negócios Edivan Amorim, que necessita desesperadamente   refazer forças. O deputado Valadares Filho já sinalizara, antes, que não queria a viúva de Déda , Eliane, na sua chapa de candidato a Prefeito de Aracaju.  O vice-governador Belivaldo Chagas, do PSB, não tem ficado nada satisfeito com essas decisões, ao  seu  ver maculadas pelos sinais de oportunismo.

EUNICE DANTAS NO TRE

A Procuradora Federal Eunice Dantas faz parte agora do Tribunal Eleitoral, e vai participar da organização e supervisão das eleições de outubro.  Eunice caracteriza-se pelo rigor isento de viés político-partidário. Ela substitui o Procurador Federal Rômulo Almeida Neto, que carrega no nome a responsabilidade cívica e histórica de honrar e homenagear o avô, um dos ícones do planejamento econômico no Brasil, o economista Rômulo Almeida.

ENFIM, DIOGENES É DESEMBARGADOR

Mandou o STF que o Juiz Diógenes Barreto  enfim tome posse como Desembargador. Havia outros juízes igualmente qualificados para o cargo.  Entre tantos e valiosos serviços prestados à Justiça e à sociedade sergipana, Diógenes, um homem tão simples como corajoso e íntegro foi um dos responsáveis pelas operações que varreram o banditismo  falsamente usando roupas políticas  que ensangüentava e assaltava o município de Canindé e ameaçava o Estado.  Basta que se recorde do atentado sofrido em Aracaju pelo desembargador Luiz Mendonça.   Diógenes  junto aos procuradores  Luiz Mendonça, Moacyr Motta, Fernando Matos, Jose Carlos Oliveira, Rodomarques e tantos outros que deram sequência  às ações, fizeram, corajosamente , a limpeza indispensável.

O JORNALISTA PEDRO VARONI

Pedro Varoni veio  indicado pela Central Globo de Jornalismo para ser o diretor de jornalismo da TV-Sergipe . Foi, sem duvida, o melhor da safra competente de jornalistas globais aportando em Sergipe. Varoni ,  um intelectual, jornalista e escritor, deu vida e autonomia aos noticiários da TV-Sergipe. Ele  irá exercer em Brasília a direção da Empresa  Brasileira  de Comunicação, a  estatal EBC.

O ex-governador Albano Franco, acionista majoritário da TV-Sergipe, homenageou Pedro  com um jantar no seu apartamento, ao qual compareceram muitos jornalistas.

UMA MEDALHA PARA O CRIADOR DO  MARATÁ

O senador  Ricardo Franco, tem demonstrado  a mesma habilidade do pai Albano Franco. Conseguiu apresentar o nome do empresário sergipano Jose Augusto Vieira, para ser homenageado com a  Medalha Jose Ermirio de Morais concedida pelo Senado.   Jose Augusto é o fundador do maior grupo econômico sergipano, o Maratá.

O senador Valadares apresentou o nome de outro exemplar empresário de Sergipe, o engenheiro Luciano Barreto, mas o empresário Abílio Diniz, do grupo Pão de Açúcar o superou por apenas 3 votos.  Havia muito sergipano na disputa, devem ter pensado os senadores   de São Paulo, sempre muitos bairristas.

Luiz Eduardo Costa

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